Investigadora da Polícia Civil confessa autoria de disparos contra copeira baleada na cabeça

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Reprodução: Google Maps

Uma investigadora da Polícia Civil confessou a autoria do disparo contra uma mulher baleada na cabeça enquanto participava de uma festa no Centro Cívico. A policial, que vai responder em liberdade, afirma que tentava colocar fim à confraternização: estaria irritada com o barulho.

 A investigadora se apresentou na Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa na manhã desta segunda-feira (26), já passado o período de flagrante.

O caso aconteceu na madrugada da quinta (22) para a sexta-feira (23) da semana passada, durante a confraternização de final de ano de uma empresa.

De acordo com o delegado responsável pelo inquérito, Fabio Amaro, a equipe da especializada foi acionada logo após disparos terem atingido na cabeça a copeira Rosária Miranda da Silva, que foi levada para o hospital Cajuru.

Naquela ocasião os investigadores conseguiram estabelecer a trajetória do disparo com ajuda das câmeras de segurança, que levava até a residência da investigadora.

Ainda segundo Fabio Amaro, ele foi procurado durante o fim de semana pelo advogado da policial com a promessa de que ela se apresentaria.

Na delegacia, ela confessou os disparos, mas disse que não tinha a intenção de atingir ninguém. Afirmou que tentava acabar com o barulho.

A investigadora afirma que a bala ricocheteou em um muro e então atingiu a vítima.

Conforme o delegado, algumas testemunhas já foram ouvidas, mas a polícia ainda tenta localizar as pessoas que participavam da festa para contrapor a versão apresentada.

De acordo com Fabio Amaro, a policial responde em liberade (já que não houve flagrante) por tentativa de homicídio com dolo eventual, quando não há intenção, mas se assume o risco de matar.

A polícia tem trinta dias para concluir o inquérito. Nesse período devem ser realizadas perícias, mais colheitas de depoimentos e  uma reconstituição dos fatos.

Além do processo criminal, um procedimento administrativo foi aberto pela Corregedoria da Polícia Civil.

A investigadora teve a arma recolhida e está afastada das funções normais, exercendo apenas serviços internos.

A vítima segue internada na UTI do hospital Cajuru, em estado considerado gravíssimo.

Repórter Cristina Seciuk



Categorias:Polícia

1 resposta

  1. E se a copeira atirasse na cabeça da investigadora ela também responderia em liberdade?

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