Tragédia com avião da Chapecoense completa um mês nesta quinta-feira (29)

Reprodução Facebook

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A tragédia que abalou o mundo completa um mês nesta quinta-feira. A queda do avião da Chapecoense levou sonhos e planos de 71 pessoas, entre jogadores, integrantes da comissão técnica, jornalistas e convidados. Do acidente, surgiram inúmeras homenagens às vítimas – algumas da mais marcantes aconteceram em Curitiba.

21h45 do dia 07 de dezembro de 2016. O apito simbólico de início do jogo que nunca aconteceu. A Chapecoense tinha escolhido o Couto Pereira para o maior momento da sua história: a final da Copa Sul-Americana. O destino, sabe-se lá porque, tinha outros planos. Em vez de assistir a conquista de um título, o estádio acabou recebendo homenagens às vítimas da tragédia.

Primeiro, um minuto de silêncio, seguido pelo apito do árbitro e palmas vindas das arquibancadas lotadas. As luzes do Couto se apagaram e o que se ouviu foram gritos de “campeão”.

Quase 30 mil pessoas. Camisas de Atlético, Coritiba e Paraná juntas, em harmonia. Torcedores de times de fora do Paraná. O verde e o branco que uniam Chapecoense e Atlético Nacional, o rival da decisão da Sul-Americana, se destacavam em faixas e bandeiras espalhadas pelo estádio. Esse foi o público que participou da homenagem no Couto Pereira. Público que não parou de cantar um minuto sequer.

A união entre rivais de longa data em prol de uma causa maior, em prol da solidariedade, foi algo nunca visto nas arquibancadas.

Nesta quinta-feira (29), o acidente com a delegação da Chapecoense completa um mês. Naquela manhã de 29 de novembro, as atenções estavam voltadas para Medellín, onde as informações, com o passar do tempo, davam dimensão do tamanho da tragédia: 71 mortos e apenas seis sobreviventes.

Entre as vítimas, 14 profissionais que nasceram no Paraná ou que passaram pelo estado, como o técnico Caio Júnior. Ele se destacou no Paraná como atacante campeão paranaense em 1997 e treinador em 2002 e 2006. Na última passagem, o tricolor obteve a classificação inédita para a Libertadores. Momentos antes da decolagem para Medellin, Caio Júnior enviou um áudio a seu assessor de imprensa.

No dia 04 de dezembro, uma cerimônia aberta ao público marcou a despedida ao treinador. Torcedores acompanharam uma missa na Igreja dos Passarinhos ao lado de grandes nomes do futebol, que vieram a Curitiba, entre eles Cuca, que comandou o Palmeiras na conquista do Brasileirão 2016 – definido na rodada do 27 de novembro, justamente numa partida contra a Chapecoense.

Muito emocionado, o técnico do Atlético Paranaense, Paulo Autuori, destacou a humildade e sensibilidade do colega.

O ex-jogador e ídolo do Coritiba, Alex também esteve na cerimônia e falou sobre a última conversa que teve com o técnico da Chapecoense, no fim de semana anterior à tragédia.

Da tragédia que abalou o mundo esportivo, pode-se tirar uma lição importante para o futuro.

O grito entoado pelos jogadores no vestiário, após a classificação heroica para a final da Sul-Americana, foi propagado pelas mais variadas torcidas, lado a lado, como se fossem uma só. Em inúmeras homenagens, Curitiba também eternizou a Chapecoense.

Repórter Tabata Viapiana



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