Foto: Polícia Civil do Paraná
Foto: Polícia Civil do Paraná

A copeira que foi atingida por um tiro na cabeça disparado por uma investigadora da Policia Civil que estava de folga morreu na tarde deste domingo.

Rosária Miranda da Silva era copeira na empresa onde trabalhava e participava de uma confraternização de fim de ano. A motivação para o crime teria sido o barulho que vinha da festa.

Rosária tinha 44 anos, e estava internada em estado grave no Hospital Cajuru desde o último dia 23. O sepultamento está marcado para às 17:00 desta segunda-feira, no Hospital Municipal de Itaperuçu.

Segundo a polícia, a investigadora, que trabalha no Nucria, é vizinha do estacionamento onde ocorria a confraternização. Ela teria tentado acabar com a festa soltando bombinhas para assustar os participantes.

Como não houve resultado, a investigadora disparou quatro vezes em direção ao local. Rosária foi a única atingida pelos tiros. As investigações estão com a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa.

A delegacia pediu a prisão da policial, o que foi negado pela Justiça. Ela deve responder em liberdade por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de matar.

Em depoimento, a investigadora afirmou que a bala ricocheteou em um muro e então atingiu a vítima. Além do processo criminal, um procedimento administrativo foi aberto pela Corregedoria da Polícia Civil.

A investigadora teve a arma apreendida, está afastada das funções normais e exercendo apenas serviços internos.

Repórter Fábio Buchmann

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