Foto: arquivo pessoal.

Logo após as festas de fim de ano, um projeto de lei apresentado na Câmara Municipal de Curitiba quer proibir os fogos de artifício na capital. A iniciativa tem como principal justificativa o sofrimento dos animais com o barulho. No fim de semana, um cachorro morreu na capital após ter uma crise de pânico durante os estouros.

O projeto de lei apresentado proíbe a utilização de qualquer tipo de fogos de artifício e artefatos pirotécnicos, em locais fechados ou abertos, públicos ou privados. O texto foi protocolado nesta semana na Câmara Municipal de Curitiba e é de autoria da vereadora Fabiane Rosa, do PSDC.

Em anos anteriores, propostas semelhantes chegaram a ser apresentadas, mas não avançaram. No ano passado, a ideia de proibir os fogos de artifício foi retomada pelo vereador Chicarelli, também do PSDC. No entanto, em dezembro, o próprio parlamentar retirou o texto de tramitação. Para a vereadora Fabiane Rosa, estreante na Câmara Municipal, a preocupação não é apenas com os animais.

Se os estouros dos fogos de artifício são celebrados por muita gente, são extremamente traumáticos para os animais. A veterinária Julianne Ritz explica que o barulho dos fogos pode provocar até mesmo convulsões nos bichinhos.

Principalmente para as festas de fim de ano, o chamado “truque da faixa” foi muito compartilhado no Facebook. A técnica consiste enrolar o cachorro, por exemplo, com faixas na altura do abdome para tranqüilizar o animal durante os estouros. A medida ajuda, mas não elimina o risco de uma crise de pânico.

A jornalista Janaína Fogaça é testemunha dos danos causados pelos fogos de artifício aos animais. No domingo, primeiro dia do ano, a Pinga, uma vira lata acolhida por ela há quase cinco anos morreu após ter uma crise de pânico. Janaína fala que o animal sempre foi saudável, mas ficava extremamente nervoso com os estouros.

Durante a virada do ano ela estava no litoral do Paraná e deixou a cachorrinha com uma cuidadora. No domingo, precisou voltar às pressas para Curitiba.

 

Foto: arquivo pessoal.
Foto: arquivo pessoal.

Para a vereadora, autora do projeto de lei apresentado nesta semana, apesar dos fogos serem uma tradição, podem ser substituídos por novas práticas.

Foto: arquivo pessoal.
Foto: arquivo pessoal.

O texto deve entrar na pauta no início das atividades legislativas, em fevereiro. Diante do sofrimento de perder a companheira, a jornalista Janaína Fogaça deseja que a morte da cachorrinha Pinga sirva para conscientizar a sociedade dos riscos dos fogos de artifício.

Repórter: Ana Krüger.

4 % comentários

  1. Começamos bem hein.
    Uma lei decente seria voltada pra controle de procriação, através de castração e inserção de chip, com responsabilização dos donos que abandonam seus animais, com controle na venda de canis. Aí sim.
    Isso daí é pra atender uns poucos “defensores de animais”, que adoram comer um belo e suculento churrasco.
    Ah, ia me esquecendo: cachorro e gato não sao animais, pra muitos.
    Espero então que os outros nobres Edis façam uma emenda incluindo aí: raios; trovões; helicópteros; aviões e bandas de garagem.

  2. E a jornalista Janaína Fogaça, que deixou sua cachorra com uma ‘cuidadora’ e foi para a praia, diz que a cachorra morreu por caus de fogos.. será? Ela viu, ou é o que a cuidadora está dizendo.
    Então ela vai para a praia, deixa o animal com qq pessoa, poderia ter levado, ou ter feito ressalvas e deixado recomendações expressas, enfim, será que ela deu atenção ao cachorro nas ferias? foi para a praia, curtir fogos, deve ter fotografado, curtido, e ai o animal morre porque ela o deixou no momento em que considera mais ‘cruel’ com os bichos, e a culpa é de quem soltou fogos?
    ah gente, por favor, né me poupem, nossa, é muita falta do que propor e falar, desculpem, mas vocês andam com muito tempo livre mesmo.

  3. Parabéns pela iniciativa,,, e torço para que seja aprovada sim a proibição do uso de fogos de artificio barulhentos, pois estes não servem pra nada a não ser fazer barulho, incomodar e assustar bebês, crianças, idosos e doentes, além de prejudicar muito os animais

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