Foto: EBC

Os comerciantes de fogos de artifício de Curitiba consideram “inconstitucional” o projeto de lei que quer proibir a venda e o uso dos artefatos pirotécnicos na capital. Atualmente, segundo os comerciantes, o setor tem mais de 200 empresas, que geram até três mil empregos na cidade.

A Associação Industrial e Comercial de Fogos de Artifício do Paraná classificou de “inconstitucional” o projeto de lei da vereadora Fabiane Rosa (PSDC), que pretende proibir os fogos de artifício na cidade. De acordo com a associação, Curitiba é a terceira capital do país que mais consome fogos de artifício.

No Réveillon, em média, 200 mil pessoas procuram as lojas da cidade para comprar os artefatos pirotécnicos. Segundo o presidente da associação, Rodolpho Aymoré Junior, a proposta fere a liberdade e o direito dos consumidores.

Atualmente, segundo a associação, Curitiba tem mais de 200 empresas de fogos de artifício, que geram até três mil empregos em épocas de maior procura pelos artefatos – o que aumenta a preocupação dos comerciantes.

Apesar das críticas ao texto, a associação não pretende adotar medidas judiciais para evitar a tramitação na Câmara. Rodolpho Aymoré espera que os próprios vereadores rejeitem a proposta.

Para a vereadora Fabiane Rosa, estreante na Câmara Municipal, a preocupação não é apenas com os animais, já que muitas pessoas se machucam ao soltar os fogos.

Ela defende que, apesar dos artefatos serem uma tradição na virada do ano, novas formas de comemoração podem substituir a prática.

Repórter Tabata Viapiana

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