Coluna do Renato Follador – Envelhecimento pela base e pelo topo

O IBGE classifica como população economicamente ativa os brasileiros entre 15 e 64 anos. É da contribuição mensal dessa massa de potenciais trabalhadores que sai o dinheiro para pagar os aposentados do INSS todo mês.

Em 2.000, haviam 12 brasileiros em idade ativa para manter 1 aposentado. Em 2.050 serão só 3 por 1.

Vale dizer, ainda, que nem todos os economicamente ativos têm emprego e, se o tem, muitas vezes sem carteira assinada. Ou seja, não contribuem para o INSS.

Embora os governos nem deem bola para isso, vivemos um processo de envelhecimento populacional irreversível, porque é um envelhecimento pela base e pelo topo.

Pela base, porque as brasileiras estão tendo menos filhos. Na década de 60 eram, em média, 6 filhos e hoje só 1,7. Padrão de fecundidade europeu. Com isso há um conseqüente aumento proporcional de idosos.

E envelhecimento pelo topo porque, mesmo o grupo de idosos passou a ser mais representativo porque eles estão vivendo mais.

O que isso tem a ver conosco?

Tudo. A nossa velhice dependerá cada vez mais de nós mesmos e menos do governo, que não terá dinheiro para pagar todas as aposentadorias nos níveis atuais.

Poupança previdenciária para poder parar de trabalhar não se faz em 1 ano, num curto prazo de tempo.

Por isso, mexe-se amigo e tenha um plano B. O Plano + Futuro do Fundo Paraná é uma ótima opção.



Categorias:Renato Follador - Previdência

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