Motoristas e cobradores de duas empresas paralisam atividades por salários atrasados; 72 linhas são afetadas

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Motoristas e cobradores de duas empresas da Grande Curitiba cruzaram os braços na manhã desta terça-feira. O motivo da paralisação é o atraso no pagamento dos salários de dezembro. O dinheiro devia ter caído na conta dos trabalhadores até a última sexta-feira, quinto dia útil do mês.

A paralisação atingiu as empresas CCD e São José Filial que, juntas, operam 72 linhas nas regiões leste, sul e centro de Curitiba, além de parte de São José dos Pinhais. Nas duas empresas, são cerca de 1.700 funcionários com salários atrasados. Até o final da manhã, eram 64 linhas paradas: 28 da São José Filial e 36 da CCD.

Depois de uma proposta da classe patronal, a paralisação foi encerrada na CCD. Os funcionários devem receber 80% dos salários ainda nesta terça-feira e os outros 20% amanhã. A situação ainda estava indefinida na São José Filial, segundo o presidente do Sindimoc, o sindicato dos trabalhadores, Anderson Teixeira.

Os salários também estão atrasados em outras duas empresas: Tamandaré Matriz e Filial. Ali, também foram feitas assembléias no início da manhã, mas os trabalhadores não cruzaram os braços e aprovaram um indicativo de greve.

A mobilização da categoria refletiu na circulação dos ônibus. O motorista Marcos Oliveira usa diariamente a linha Centenário-Hauer. Hoje, ficou cerca de trinta minutos no ponto, mas não passou nenhum ônibus. Marcos teve que ligar para o chefe em busca de uma alternativa para chegar ao trabalho.

O assistente administrativo Vinicius da Cunha passou pelo terminal do Campo Comprido e presenciou a dificuldade dos passageiros de linhas importantes, como o biarticulado Centenário-Campo Comprido, que também não estava circulando no início da manhã.

Na Linha Verde, o administrador Irineu Feitosa viu que a sede de uma das empresas estava fechada, com uma grande concentração de trabalhadores em frente ao portão de entrada.

O Setransp, o sindicato das empresas de ônibus, informou, em nota, que o atraso nos pagamentos é fruto de um desequilíbrio econômico-financeiro do sistema, causado principalmente porque a tarifa técnica é calculada em cima de uma projeção de passageiros que não se realiza. De março a dezembro de 2016, as empresas alegam que a diferença entre a projeção de passageiros e o número de pessoas que de fato embarcou nos ônibus gerou perdas de R$ 45 milhões.

Ainda segundo a nota, as empresas estão tentando resolver o problema o mais rápido possível. Mas o presidente do Sindimoc, Anderson Teixeira, disse que os atrasos são recorrentes no transporte coletivo de Curitiba há pelo menos quatro anos.

Repórter Tabata Viapiana

 



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