No Carnaval deste ano, não vai haver disputa entre as escolas de samba de Curitiba. A decisão foi tomada pelas próprias escolas ao receber a notícia de que os repasses feitos pela prefeitura foram cortados pela metade.

Foto: Divulgação/Prefeitura de Curitiba

O desfile continua mantido, no entanto, não vai ser escolhida escola campeã ou novas definições dos grupos especial e de acesso. Em 2016, as escolas do grupo A receberam cada uma R$ 60 mil, e neste ano vão receber R$ 30 mil. No grupo B, o grupo de acesso, os repasses foram de R$ 36 mil para R$ 18 mil.

O presidente da Comissão de Carnaval de Curitiba, Jaciel Teixeira, explica que o corte foi necessário para que o desfile não fosse cancelado.

Os repasses de 2017 as escolas já estão previstos em emendas, no entanto, o texto ainda deve ser analisado pelo Legislativo. Por isso, a previsão é de que as escolas só recebam o dinheiro na primeira quinzena de fevereiro.

Com um orçamento mais enxuto, as escolas de samba se reuniram e decidiram cancelar a disputa deste ano. Altamir Jorge, presidente da atual campeã, Mocidade Azul, explica a decisão.

O presidente da Mocidade Azul relata que, para desfilar na avenida, a escola gasta entre R$ 65 mil e R$ 80 mil, todos os anos. O desafio desta vez, mesmo com a disputa já cancelada, é manter o brilho da apresentação com o dinheiro disponível.

Segundo o município, a Fundação Cultural de Curitiba começa a gestão com uma dívida de R$ 2,3 milhões deixada pela gestão passada.

Não é só o desfile principal que sofreu cortes. Neste ano, a prefeitura de Curitiba não vai organizar o tradicional pré-carnaval ou o Curitiba Rock Carnival. Os eventos ainda podem acontecer desde que com o suporte da iniciativa privada.

 

Repórter: Ana Krüger.

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