Defesa de família da copeira assassinada quer investigação sobre suposta alteração da cena do crime

Marido e filho de Rosária se emocionam no protesto. Foto: Ana Krüger.

Marido e filho de Rosaira se emocionam no protesto. Foto: Ana Krüger.

 

O advogado da família da copeira que foi morta em uma festa de final de ano quer uma investigação sobre uma suposta alteração da cena do crime.

Segundo o advogado Ygor Nasser Salah, a suspeita surgiu a partir do depoimento prestado pela própria acusada, uma investigadora da Polícia Civil, na última segunda-feira.

Dois policiais civis, que seriam colegas da investigadora onde ela trabalhava, no Nucria, teriam ido até o local um dia depois que a copeira foi baleada.

Rosaira Miranda da Silva foi baleada em um estacionamento localizado na região do Centro Cívico. Ela morreu alguns dias depois de ser internada no Hospital Cajuru.

O advogado também explicou os motivos da divulgação de prontuários médicos sobre o estado de saúde da Copeira enquanto ela estava internada no Hospital Cajuru.

Segundo Ygor, não há dúvidas de que Rosaira foi baleada na cabeça. De acordo com ele, isto derruba a tese da defesa da policial, sobre uma suposta inexistência da materialidade do crime

Já o advogado de defesa da policial, Peter Amaro de Souza, disse que a presença de policiais na cena do crime é natural, já que esta seria a função dos investigadores. Ele garante que eles não agiram para alterar a cena do crime. Segundo ele, uma suposta alteração teria ocorrido depois que funcionários limparam o estacionamento depois do episódio

Peter Amaro disse ainda que a constatação de que Rosaira foi morta por um tiro de arma de fogo, pode provar de que a investigadora não foi a autora do disparo. Ela garantiu em depoimento que disparou contra o chão, e não acertou a copeira.

O inquérito sobre o caso deve ser concluído até o final de janeiro. A investigadora deve ser indiciada por homicídio doloso, quando se assume o risco ou há intenção de matar.

O crime ocorreu no dia 23 de dezembro do ano passado durante uma festa de fim de ano. Rosaira foi atingida por um tiro de arma de fogo na cabeça. Segundo a Polícia Civil, a autora do disparo foi a policial, que estaria incomodada com o barulho da festa.

Ela é vizinha do estacionamento e teria ido ao local por diversas vezes exigindo que as pessoas que estavam na confraternização deixassem o local.

Repórter Fábio Buchmann



Categorias:Polícia

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