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A Força Tarefa da Lava Jato no Ministério Público Federal denunciou Mariano Marcondes Ferraz, executivo da empresa Decal do Brasil, que, de acordo com as investigações, pagou 868 mil dólares de propina ao ex-diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa.

A denúncia, oferecida nesta quarta -feira (11) é a primeira de 2017 no âmbito da Lava Jato.

O empresário é acusado de corrupção e lavagem de dinheiro.

A propina teria sido paga pra que houvesse a renovação do contrato firmado entre a Decal do Brasil e a Petrobras, no Porto de Suape, em Pernambuco.

A companhia foi contratada pela estatal em 2006 pra prestação de serviços de armazenagem e acostagem de navios no Porto.

Quando o prazo de 5 anos terminou, Mariano Marcondes Ferraz teria ajustado o pagamento de dinheiro pra garantir a renovação do contrato.

O empresário chegou a ficar detido preventivamente no final do ano passado, mas o Juiz Sérgio Moro acabou reavaliando a situação e a  prisão foi substituída  por medidas cautelares, como a proibição de deixar o país e mudar de endereço.  O executivo ganhou a liberdade depois de pagar fiança de 3 milhões de reais. À época, ele também assumiu o compromisso de comparecer a todos os atos do processo.

Antes mesmo da audiência, que resultou na liberdade, a defesa apresentou uma petição em que Mariano Ferraz admitia o pagamento da propina ao ex-diretor da Petrobras. O empresário afirmou ainda que pretendia colaborar com a apuração dos fatos.

Ferraz foi detido no dia 26 de outubro, no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, antes de embarcar num voo para a Inglaterra, onde a família dele mora.

A Justiça Federal do Paraná ainda precisa acolher a denúncia para que o empresário se torne réu da Lava Jato.

Com colaboração de Tabata Viapiana, repórter Andressa Tavares

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