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Foto: Nilson Bastian / Câmara dos Deputados

A Justiça Federal do Paraná reduziu de R$ 1 milhão para R$ 200 mil o valor da fiança para que o ex-tesoureiro do PT, Paulo Ferreira, deixe a cadeia. Ele é réu da operação Lava Jato, acusado de receber propina em nome do partido.

A decisão é da juíza Gabriela Hardt, substituta de Sérgio Moro, que está de férias. A fiança de R$ 1 milhão foi estipulada por Moro no dia 16 de dezembro. Desde então, a defesa alega que Paulo Ferreira não tem condições de arcar com o valor por estar desempregado e endividado. Por causa disso, ele permaneceu detido, apesar da prisão já ter sido revogada mediante o pagamento da fiança.

A juíza Gabriela Hardt entendeu que, se o ex-tesoureiro tivesse dinheiro, já teria sido solto. Por isso, decidiu reduzir o valor da fiança, que passou para R$ 200 mil. Apesar disso, a juíza manteve as medidas cautelares determinadas por Moro, como a proibição de deixar o país ou mudar de endereço sem autorização judicial. Mesmo com a redução da fiança, o advogado de Paulo Ferreira, José Batocchio, afirmou que ele precisa da ajuda de amigos e familiares para conseguir juntar o dinheiro.

Paulo Ferreira foi alvo da 31ª fase da operação Lava Jato, realizada em junho do ano passado. Na ocasião, ele já estava preso em São Paulo, em decorrência de outra operação de combate à corrupção, a Custo Brasil. Na Lava Jato, ele já é réu, acusado de ter recebido mais de R$ 1 milhão em propina.

Em depoimento ao juiz Sérgio Moro no final de 2016, o ex-tesoureiro admitiu a existência de caixa 2 nas campanhas do partido e disse que se tratava de um problema da cultura política nacional.

Repórter Tabata Viapiana

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