Funcionários do Hospital Evangélico decidem nesta quarta-feira se mantem greve

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Crédito: Ana Kruger

Funcionários do Hospital Evangélico se reúnem nesta quarta feira para decidir se continuam em greve. A instituição já anunciou que não tem dinheiro para quitar, na íntegra, os salários atrasados.

A reunião dos funcionários do Hospital Evangélico está prevista para às 13h desta quarta feira (18). A assembleia pretende discutir com os trabalhadores os rumos da paralisação iniciada na segunda feira (16).

A greve é pela regularização dos pagamentos. O Sindesc, Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Curitiba e Região, afirma que o 13º salário ainda não foi depositado na íntegra. O valor deveria ter sido quitado até dia 20 de dezembro.

No começo da semana, o depósito do vale alimentação relativo ao mês de dezembro também era uma reivindicação. No entanto, o hospital fez o pagamento nesta terça.

O presidente do sindicato que representa os trabalhadores, Natanael Marchini, afirma que a categoria compreende a crise financeira enfrentada pelo Evangélico. Mas fala que os profissionais querem garantias de que o 13º vai ser pago.

Os grevistas têm se dividido em turnos. A cada período, cerca de 150 funcionários cruzam os braços. Faixas e cartazes com as reivindicações foram colocados na frente da instituição.

Desde 2014, o Hospital Evangélico está sob intervenção e é administrado pelo interventor Carlos Motta. Ele afirma que, por enquanto, funcionários têm sido remanejados e os serviços do hospital funcionam normalmente. Uma paralisação dos atendimentos pode agravar a crise financeira na instituição.

O interventor lembra que, há alguns meses o pagamento dos salários tem sido feito regularmente. Ainda que não no quinto dia útil o dinheiro tem sido depositado no mesmo mês. Apesar do progresso, no momento o hospital não tem dinheiro para quitar o 13º na íntegra.

Nesta segunda feira o hospital chegou a pagar uma parte da primeira parcela do 13º salário. Um novo depósito deve ser feito na próxima segunda.

A intervenção do Hospital Evangélico começou em dezembro de 2014 e já foi prorrogada até 2018. De lá pra cá houve progressos na administração, avalia o interventor Carlos Motta. Nesta semana, setores do hospital, fechados desde novembro por falta de recursos, foram reabertos.

A previsão do interventor é de que, com a nova gestão à frente da Prefeitura de Curitiba, a negociação de recursos municipais, federais ou estaduais, seja mais fácil. Hoje, o Hospital Evangélico acumula uma dívida de R$ 350 milhões.

Repórter Ana Kruger



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