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A sessão no plenário da Câmara Municipal de Foz do Iguaçu foi aberta ao público e durou aproximadamente 15 minutos. Foram empossados os cinco vereadores reeleitos e que estão presos em decorrência da 5ª fase da operação Pecúlio. São eles: Darci Siqueira e Anice Gazzaoui, ambos do PTN, Edílio Dall’Agnol (PSC), Luiz Queiroga (DEM), e Rudinei de Moura (PEN). Eles conseguiram liminares na Justiça que autorizaram a posse.

A cerimônia foi marcada por protestos da população. Faixas e cartazes com a palavra vergonha e pedidos de renúncia foram espalhados pelo plenário da Câmara, que estava lotado. Na entrada dos vereadores, vaias e mais gritos de vergonha.

Os vereadores, que foram escoltados pela Polícia Federal, estavam sem algemas e com roupas sociais. Eles fizeram o juramento e depois assinaram o termo de posse.

A sessão foi conduzida pelo presidente da Câmara de Foz, Rogério Quadros, do PTB, que ressaltou que estava cumprindo uma determinação judicial ao empossar os vereadores presos.

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Para rebater os protestos, também houve bastante apoio aos vereadores presos. Algumas pessoas aplaudiram e gritaram o nome dos parlamentares – tanto que, na saída do plenário, ao final da sessão, pelo menos três deles agradeceram o apoio e acenaram para o público presente no plenário.

Depois de serem empossados, os vereadores retornaram para a cadeia. Eles foram detidos no dia 15 de dezembro, acusados de receberem uma espécie de “mensalinho”, que variava de R$ 5 a 10 mil por mês, em troca de apoio aos projetos da Prefeitura. Todos estão em prisão preventiva, quando não há prazo para soltura.

De acordo com a presidência da Câmara de Foz, os cinco vereadores não vão receber salário justamente por estarem presos. Na primeira sessão do ano, no início de fevereiro, se eles ainda estiverem detidos, o presidente pode convocar os suplentes. Há possibilidade que os vereadores presos também peçam licença não-remunerada.

Repórter Tabata Viapiana

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