Paraná tem menor número de emplacamentos de veículos 0km desde 2012

Foto: Detran PR

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O número de primeiros emplacamentos em 2016 foi o menor registrado no Paraná desde 2012. A queda, conforme dados do Detran, foi de quase 50%, com cerca de 236 mil veículos emplacados no estado durante todo ano.

Para representantes do setor de vendas, que amargam resultados comparáveis aos de uma década atrás, a expectativa é de um 2017 com crescimento, ainda que discreto.

Nos últimos doze meses os paranaenses que compraram carro preferiram os usados.

Informações do Detran-PR dão conta de que 1.685.716 veículos foram transferidos ou comprados com troca de município ou de estado durante 2016; enquanto uma quantidade sete vezes menor de veículos zero km passaram pelo primeiro registro.

A quantidade de novos adquiridos aqui no Paraná foi a menor desde 2012, com uma redução de 50% na comparação entre os dois períodos: pouco menos de 468 mil veículos então, contra 236.594 comprados zero no ano passado.

Essa diminuição na procura é uma tendência que – segundo o Detran –vem sendo averiguada já há alguns anos, mais fortemente de 2014 para cá, mas deve começar a ser revertida.

A avaliação é do diretor da Fenabrave Paraná, Marco Antonio Rossi, que representa o segmento de distribuição de veículos no Paraná.

Rossi afirma que o quadro de encolhimento deve começar a se inverter, mas ele destaca que a crise econômica fez o mercado automobilístico caminhar muitos passos atrás.

Ainda sobre 2016: a queda de negócios em veículos novos foi mais expressiva, mas a busca pelos seminovos também vem sofreu redução: em 2014 foram 1.858 milhão transferências, que encolheram para 1.793 milhão no ano seguinte e – de novo – para 1.686 milhão mais recentemente.

Para o representante da Fenabrave, essa curva também deve mudar de direção nos próximos meses, com a recuperação da economia nacional e ampliação do leque de possibilidades para o consumidor.

Conforme dados da Fenabrave, dezembro de 2016 e janeiro de 2017 já representaram melhoria no setor, com isso as chances são de evolução de 2 a 3% só no primeiro trimestre, com retomada de crescimento nas vendas.

Ainda discreto em comparação com a queda geral desde 2012, repito, de 50%, mas já representa reversão na tendência de retração  registrada desde então.

 

Repórter Cristina Seciuk



Categorias:Economia

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