Foto: TCE/PR
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O Tribunal de Contas do Estado quer saber se os R$ 35 mil gastos por ano com cada um dos vinte mil internos do sistema penitenciário paranaense são investimento de resultado satisfatório.

Os profissionais responsáveis pela auditoria têm 60 dias para preparar um diagnóstico sobre o custo X benefício dos presídios.

São oito analistas e técnicos de controle nomeados nesta segunda-feira (23) para integrar o grupo responsável pela auditoria no sistema prisional do estado.

A análise sobre o funcionamento e os resultados das unidades foi definida pelo novo presidente do TCE, conselheiro Durval Amaral, no dia em que tomou posse, em 12 de janeiro.

A equipe designada terá 60 dias para preparar o diagnóstico inicial.

Na sequência, serão instauradas auditorias operacionais, no chamado Plano Anual de Fiscalização de 2017. Nessa etapa a intenção será avaliar a eficácia do gasto público no setor, impor medidas corretivas e, se necessário, responsabilizar os gestores por irregularidades que venham a ser detectadas.

O presidente do TCE determinou que a auditoria avalie  instalações, estrutura de pessoal, gestão, custo e, principalmente, a capacidade de ressocialização do sistema.

Só em 2016, o Paraná gastou R$ 720 milhões nos presídios, ao custo médio de R$ 35 mil por preso, se o valor for dividido pelas 20 mil pessoas que estão encarceradas atualmente; sem contar os cerca de 10 mil presos mantidos em delegacias no Estado.

Repórter Cristina Seciuk

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