Foto: Agência Estadual de Notícias
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Gufan pertencia a um povo indígena agricultor, ceramista e que possuía uma engenharia refinada de construções subterrâneas, e habitava regiões com matas de Araucária há cerca de dois mil anos. Segundo Cláudia Parellada, responsável pelo setor de arqueologia do Museu Paranaense, os restos mortais de Gufan, um homem Proto-Jê, foram encontrados durante uma escavação em 1954, na paleo-aldeia em Estirão Comprido, um sítio arqueológico de Prudentópolis.

O rosto de Gufan foi refeito graças a uma técnica de reconstrução digital. Quem for ao Museu Paranaense poderá colocar um óculos de realidade virtual e encostar no indígena.

Além do ambiente 3D, a mostra apresenta o crânio e demais materiais ósseos junto com outros elementos relacionados aos antepassados de Gufan. Dessa maneira, o público pode compreender como era a realidade dessa população há dois mil anos. Os estudos feitos a partir das descobertas no sítio arqueológico de Prudentópolis identificaram um povo indígena com conhecimento bastante sofisticado em áreas como agricultura e astrologia.

Além da animação virtual, os visitantes também poderão conhecer outros elementos milenares. A entrada é gratuita. O Museu Paranaense fica na rua Kellers, número 89, no bairro São Francisco. A exposição funciona de terça a sexta-feira, das 9h às 18h, e aos sábados, domingos e feriados, das 10h às 16h.

Repórter Tabata Viapiana

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