Foto: Reprodução Facebook
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Após ter a esperada encomenda roubada no transporte dos Correios, uma mãe de Curitiba montou um bazar para arrecadar recursos e repor o material levado.

O pacote continha uma válvula para o tratamento de saúde do filho dela, e que havia sido doada à família.

Na semana passada o ouvinte da CBN Curitiba conheceu na programação a história da Letícia Fanini e do filho dela, o Lorenzo, de só um ano e meio.

O garotinho, nascido de uma gestação de risco, já passou por internamentos e procedimentos de saúde e agora precisa de uma válvula para que possa usar a voz.

O equipamento custa cerca de R$ 700 e havia sido doado para o menino por uma outra mãe, do Rio de Janeiro, que se solidarizou com a história da família, mas – você lembra – o equipamento nunca chegou.

Despachado via Correios, o material foi roubado e a resposta inicial da empresa era de que nada se podia fazer.

Agora, a Letícia tenta levantar os recursos para garantir o tratamento do menino. Até esta quinta-feira (26), às 20h, ela realiza um bazar para conseguir o dinheiro.

Apesar de manter os esforços para conseguir a válvula, Letícia afirma que ainda não superou a frustração provocada pelo roubo, ainda maior em decorrência do tratamento que recebeu da empresa.

Procurados, os Correios informaram que lamentam o ocorrido e confirmam roubo à carga postal na qual estava a encomenda destinada à Letícia. O crime aconteceu ainda na cidade de origem.

Sobre a chance de ressarcimento, a empresa detalhou, em nota, que “mesmo sem a devida declaração de valor no momento da postagem, por se tratar de questão de saúde, a empresa irá indenizar o remetente, em caráter excepcional”. O montante a ser reembolsado é de R$ 690 (o valor do equipamento), mais R$ 50 de indenização padrão, e ainda o ressarcimento das tarifas postais, de R$ 35,70.

Apesar do posicionamento, do qual Letícia já tinha conhecimento, ela afirma que não foi corretamente tratada pelos Correios, que não definiram ações para contornar o problema dela enquanto destinatária.

Ela relata que a situação ficou bem mais complicada depois do roubo, já que a importação do equipamento não é nada fácil e para fazer a aquisição, o caminho ficou bem mais longo do que seria com a simples doação.

Letícia Fanini afirmou que deve entrar na Justiça, para cobrar a reparação que acredita devida.

O bazar para arrecadar fundos fica aberto das 10h às 20h, só até esta quinta-feira, na rua Henrique Mehl, número 999, no Uberaba, perto do Condor da avenida das Torres.

Repórter Cristina Seciuk

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