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Os professores da rede estadual ocuparam o prédio da Secretaria da Educação, no bairro Vila Izabel, por volta de 9h desta quinta-feira. Cerca de 200 pessoas montaram um acampamento, em frente ao gabinete da secretária Ana Seres. Policiais militares estão no local, mas a manifestação segue de maneira pacífica. O governador Beto Richa tem sido o principal alvo de críticas dos professores.

A categoria protesta contra duas medidas do Governo: possíveis punições a professores que ficaram doentes no ano passado e, principalmente, a redução de sete para cinco horas-atividades semanais. No entendimento da APP Sindicato, que representa a categoria, a mudança na hora-atividade traz prejuízos para os professores – alguns ficariam sobrecarregados e outros, que tem contratos considerados frágeis, poderiam ser demitidos.

A APP estima o desligamento de até sete mil professores em todo o estado se a medida entrar em vigor. Por isso, o protesto foi organizado, numa tentativa de pressionar o Governo a revogar a resolução, como explica a diretora do sindicato, Marlei Fernandes.

Por volta das 10h, a secretária da educação, Ana Seres, recebeu alguns representantes do sindicato. A reunião durou cerca de uma hora. A secretária informou, em nota, que assumiu o compromisso de levar as reivindicações para o comitê de política salarial do Governo. Segundo o presidente da APP, Hermes Leão, Ana Seres também pediu que a ocupação fosse encerrada. No entanto, em assembleia, os professores decidiram manter o acampamento.

A categoria não descarta a realização de greve no início do ano letivo. Uma assembleia está marcada para 11 de fevereiro, em Maringá. Enquanto isso, os professores aguardam uma nova mesa de negociação com o Governo para discutir o impasse envolvendo a hora-atividade.

Repórter Tabata Viapiana

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