Foto: APP Sindicato

Cerca de 300 professores deixaram a sede da Secretaria de Estado da Educação por volta de 21h desta quinta-feira, depois que a Justiça acolheu um pedido do Governo do Paraná e determinou a reintegração de posse do prédio. A categoria, no entanto, vai recorrer da decisão. Apesar disso, eles desmontaram o acampamento que tinha sido montado pela manhã na Secretaria, até mesmo em frente ao gabinete da secretária Ana Seres.

O Governo acionou a Justiça poucas horas depois da ocupação, alegando que o movimento era ilegal e prejudicava as atividades da Secretaria, tão perto do início do ano letivo. O juiz Jailton Tontini acolheu o pedido e determinou a reintegração imediata do prédio, sob pena de multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento. O juiz também autorizou o uso de força policial, se fosse necessário.

A categoria ocupou o prédio em protesto contra duas medidas do Governo: possíveis punições a professores que ficaram doentes no ano passado e, principalmente, a redução de sete para cinco horas-atividades semanais. Os professores querem a revogação das duas resoluções, o que não vai acontecer, segundo o Secretário Chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni.

No entendimento da APP Sindicato, que representa a categoria, a redução da hora-atividade vai trazer prejuízos aos professores – alguns ficariam sobrecarregados e outros, que tem contratos considerados frágeis, poderiam ser demitidos.

A APP estima o desligamento de até sete mil professores em todo o estado se a medida entrar em vigor, como explica a diretora do sindicato, Marlei Fernandes.

Rossoni rebateu as críticas da APP e negou que as medidas (em especial a redução da hora-atividade) representem prejuízo para o ensino paranaense.

Ainda na manhã desta sexta-feira, os professores vão se concentrar em frente ao Palácio Iguaçu para protestar novamente contra a redução da hora-atividade.

Repórter Tabata Viapiana.

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