Valdir Rossoni reafirmou aos professores que não há possibilidade de que o governo recue

Foto: APP Sindicato

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Os sindicalistas afirmam ainda que a alteração na distribuição de turmas é uma maneira de punir servidores que precisaram se afastar das funções no ano passado. 

A APP Sindicato afirma que a redução na hora-atividade é prejudicial para o ensino e descumpre a legislação, já que não seriam cumpridos os 33% obrigatórios de jornada fora de sala.

Integrantes do governo Richa e da APP Sindicato, que representa os professores da rede estadual, voltaram a se reunir nesta sexta-feira, depois de mobilização da categoria, inclusive com a ocupação da sede da Secretaria de Estado da Educação, que durou cerca de 12h no dia de ontem e só foi encerrada após decisão judicial pela reintegração.

O protesto dos professores foi uma reação à resolução número 113/2017, que estabelece mudanças para a distribuição de aulas e na chamada hora-atividade (que é o tempo que o professor tem de trabalho remunerado, mas fora de sala, para a correção de provas e preparação de conteúdos, por exemplo).

Pelas definições, foi proibida a atribuição de aulas extras para professores que estiveram afastados por motivo de doença ou outro por mais de 30 dias consecutivos em 2016.

Já as horas-atividade foram reduzidas, das atuais sete para cinco para os professores que lecionam 20 aulas semanais.

Para discutir o caso, representantes da APP foram recebidos hoje no Palácio Iguaçu, pelos secretários da comunicação, da Educação e da Casa Civil.

O último, Valdir Rossoni, reafirmou aos professores que não há possibilidade de que o governo reveja as definições. Segundo ele, para essas duas questões não há chance de recuo ou de negociação.

A agenda durou toda a manhã, se estendeu das 9h30 até perto do meio-dia.

Na saída, o presidente da APP Sindicato, Hermes Leão, afirmou em uma fala que fez à categoria que será iniciada uma agenda de mobilizações. A primeira deve acontecer no dia 01 de fevereiro, na retomada dos trabalhos na Assembleia Legislativa. Até o momento não se fala claramente em possibilidade de greve.

Leão destacou ainda que grupo já ingressou com ação judicial para tentar reverter a resolução estadual.

A APP Sindicato afirma que a redução na hora-atividade é prejudicial para o ensino e descumpre a legislação, já que não seriam cumpridos os 33% obrigatórios de jornada fora de sala.

Os sindicalistas afirmam ainda que a alteração na distribuição de turmas é uma maneira de punir servidores que precisaram se afastar das funções no ano passado.

 

Repórter Cristina Seciuk



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