Foto: Venilton Küchler/SESA
Foto: Venilton Küchler/SESA

O Paraná deve receber doses extras da vacina contra a febre amarela com o objetivo de atender ao crescimento da procura pela imunização, que é fornecida pelo Ministério da Saúde. Um primeiro lote já chegou ao estado e será distribuído às unidades de atendimento dos municípios.

A demanda pelas doses aumentou após as suspeitas de um surto da doença em áreas rurais de estados como Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo. Desde o início do ano, 421 casos silvestres já foram notificados como suspeitos no país e 40 mortes foram confirmadas.

No Paraná, a vacina está disponível nas unidades de saúde e faz parte do calendário básico das crianças.  A primeira dose deve ser aplicada aos nove meses de idade e a segunda, de reforço, aos 4 anos. Apesar disso, ela pode ser tomada a qualquer momento até os 60 anos. Após essa faixa etária, a aplicação só deve ser feita com indicação médica.

De acordo com a superintendente de Vigilância em Saúde do estado, Cleide de Oliveira, historicamente o Paraná mantém boa cobertura vacinal em relação à febre amarela, o que reduz os motivos para preocupação.

Ainda assim, a superintendente destaca que a situação de alerta em outros pontos do país torna necessária a garantia de que as unidades estejam preparadas para receber pessoas que busquem a imunização.

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Atualmente a Secretaria Estadual da Saúde conta com um estoque estratégico de 145 mil vacinas contra a febre amarela e outras 190 mil foram solicitadas para suprir a necessidade do Estado.

A doença é transmitida pela picada de mosquitos. O vetor pode ser o Aedes aegypti, conhecido por propagar também zika, chikungunya e a dengue.

Para esta última também há vacina, que aqui no Paraná foi disponibilizada em campanha direcionada para trinta municípios em agosto do ano passado. A segunda etapa dessa imunização, com doses de reforço, está marcada para março.

Repórter Cristina Seciuk

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