Foto: Reprodução / Facebook

A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa concluiu nesta segunda-feira o inquérito da morte da copeira Rosaira Miranda da Silva, atingida por um tiro na cabeça na véspera do Natal. A investigadora da Polícia Civil suspeita de efetuar os disparos foi indiciada por homicídio duplamente qualificado, motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima.

O caso agora segue para o Ministério Público, que decide se apresenta denúncia contra a policial. O advogado dela, Peter Amaro de Souza, afirmou que já esperava o indiciamento, mas não concorda com o enquadramento por homicídio qualificado. Ele também acredita que a investigadora será denunciada pelo MP.

O crime aconteceu no dia 23 de dezembro, no Centro Cívico. Rosaira participava de uma confraternização de fim de ano quando foi baleada na cabeça. Os tiros teriam sido disparados pela investigadora, incomodada com o barulho da festa. A copeira foi levada ao hospital em estado grave, mas morreu no dia 1º de janeiro. A policial civil se apresentou na delegacia três dias após o crime, mas não foi presa, por não haver flagrante.

Ela disse que não atirou em Rosaira e apenas efetuou um disparo na direção do chão. Na época, a Polícia pediu a prisão da suspeita, que foi negada pela Justiça. Portanto, ela responde em liberdade. No indiciamento, a Polícia faz um novo pedido de prisão, que a defesa da investigadora não acredita que será acolhido.

Apesar de responder em liberdade, a investigadora teve a arma apreendida, está afastada das funções normais e exercendo apenas atividades internas na Polícia Civil.

Repórter Tabata Viapiana

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