Coluna do Renato Follador – Como se sabotar

Quando o assunto é consumo, muitas vezes enganamos nosso lado racional, criando armadilhas, mentiras, para justificar gastos excessivos ou desnecessários.

No Brasil, isso é exacerbado pela deficiência educacional, vício cultural e inflação.

Não se ensina finanças pessoais nas escolas do país que tem a maior taxa de juros do planeta. E a cultura ibérica e a inflação persistente, que faz com que o dinheiro do dia anterior compre menos no dia seguinte, nos induzem a viver o agora, a pensar só no curto prazo.

Aqui vão algumas justificativas falsas para o consumo e minha opinião:

  1. EU NÃO SEI NADA SOBRE DINHEIRO.

Não sabe porque não quer. Em tempos de Google e Internet essa desculpa não cola. Aprenda o básico com as informações e planilhas disponíveis lá.

  1. EU MEREÇO ISSO.

Se porque trabalha muito, tem que equilibrar com lazer, e se porque não gosta do que faz, tem que fazer terapia. E coisas não trazem felicidade, especialmente se vierem com dívidas junto.

  1. COMPREI NA PROMOÇÃO.

O desconto de 50% te condiciona a pagar 100% de uma coisa que você não precisa.

  1. SE EU GANHASSE MAIS

O “x” da questão não é ganhar mais, mas ser mais disciplinado com o que ganha.

  1. UM DIA VOU MUDAR.

Postergar é fugir do problema. Algum dia é dia nenhum no calendário.

Por fim, uns dizem: É UMA DÍVIDA BOA.

Olha, dívida boa é aquela que você não tem. Ou a dívida de juro zero, que não existe aqui.



Categorias:Renato Follador - Previdência

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