O ex-prefeito de Piên, na Grande Curitiba, Gilberto Dranka, foi preso nesta terça-feira (31). A polícia o encontrou escondido no forro da casa onde mora. Ele é suspeito de envolvimento na morte do prefeito eleito do município, Loir Dreveck.

A prisão fez parte da ação Centro de Operações Policiais Especiais (COPE), da Polícia Civil. Além do ex-prefeito, também foi decretada a prisão temporária do suspeito de atirar contra o prefeito eleito; e homem apontado como intermediário do crime.

Loir Dreveck foi baleado na cabeça no dia 17 dezembro. Ele viajava para Santa Catarina, em um carro oficial da Prefeitura de Piên, quando um motociclista parou ao lado veículo e atirou contra o político. Ele morreu dias depois, e não chegou a tomar posse no cargo.

Durante os oito anos da gestão do ex-prefeito Gilberto Dranka, entre 2008 e 2016, Loir Dreveck foi secretário municipal de planejamento. Só deixou o cargo para disputar as eleições. Ao longo das investigações, descobriu-se que o ex-prefeito encomendou a morte do político, como afirma o delegado do COPE, Rodrigo Brown.

O homem suspeito de intermediar o assassinato confessou à polícia que a morte foi encomendada pelo grupo político dominante na cidade. Promessas feitas ao longo da campanha eleitoral teriam motivado o crime.

O homem suspeito de atirar contra Loir Dreveck ainda é suspeito de matar por engano outra pessoa. Ele teria atirado contra um homem, dias antes, achando que se tratava do prefeito eleito.

O suspeito apontado como o intermediário no assassinato, teria feito a ponte entre o ex-prefeito Gilberto Dranka e o atirador. Dranka teria prometido recompensas à dupla.

À polícia, o suspeito também confessou que o presidente da Câmara Municipal de Piên, Leonides Maahs, estava envolvido no crime.

Na operação desta terça, o Presidente da Câmara Municipal de Piên, Leonides Maahs, foi alvo de um mandado de condução coercitiva. No entanto, na casa dele foram encontradas munições e ele acabou preso em flagrante por posse ilegal de munição e material para recarga de arma de fogo.

Após a confissão obtida com a prisão do suspeito de intermediar o assassinato, a polícia civil também pediu a prisão preventiva do presidente da Câmara Municipal. A reportagem da CBN tenta o contato com a defesa de Leonides Maahs.

O advogado de defesa do ex-prefeito de Piên, Claudinei Szymczak, afirma que o cliente negou envolvimento com o assassinato.

O ex-prefeito de Piên, e os dois suspeitos de atirar e intermediar o assassinato do político foram alvo de mandados de prisão temporária, com duração de 30 dias. Eles estão presos no Cope, em Curitiba.

De acordo com a Polícia Civil, as investigações continuam e outros suspeitos ainda podem ser presos.

Repórter Ana Krüger

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