Foto: Reprodução Facebook UFPR
Foto: Reprodução Facebook UFPR

Símbolo da cidade de Curitiba, a fachada neoclássica da Universidade Federal do Paraná despertou cedo o interesse de Wellington Oliveira dos Santos. Ainda menino, nasceu a curiosidade pelo imponente prédio.

A história começou ali e teve o seu episódio mais recente nesta terça-feira (07). Negro, vindo de escola pública, primeiro com ensino superior na família, Wellington se tornou doutor pela instituição.

Foi aprovado, por unanimidade, ao defender a tese “Políticas educacionais antirracistas no Brasil e na Colômbia – estudo comparado”.

O objeto da tese veio, em parte, da vivência: ele é egresso da primeira turma de alunos cotistas negros da UFPR, que ingressou na Universidade em 2005.

Daquela época, o agora doutor Wellington relembra os questionamentos sobre a adoção da política de cotas e os desafios da formação.

A defesa da tese teve plateia lotada. Na primeira fila estava a mãe, Lucinda, que trabalhou boa parte da vida como empregada doméstica para criar sozinha os três filhos.

Atualmente o professor doutor Wellington Oliveira dos Santos leciona na Universidade Estadual de Goiás, trabalha em projetos de pesquisa e após quatro anos de dedicação à tese de doutorado, programa as férias.

Repórter Cristina Seciuk

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