Foto: José Cruz/Agência Brasil

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A defesa de Eduardo Cunha protocolou na noite desta quarta-feira (8), na Justiça Federal do Paraná, uma série de exames e atestados médicos que comprovam que ele tem um aneurisma cerebral há quase dois anos. Ao todo, são 15 páginas de documentos. Um dos atestados, assinado pelo médico Paulo Niemeyer Filho nesta quarta-feira, dia 08, afirma que o ex-deputado é portador de aneurisma intracraniano, localizado na artéria cerebral média esquerda, diagnosticado em julho de 2015. Na ocasião, o médico disse que recomendou a Cunha o tratamento cirúrgico.

Em outro documento, de janeiro deste ano, o médico João Pantoja afirmou que, pelo exame feito em 2015, as características morfológicas da lesão não favoreciam, naquele momento, um tratamento cirúrgico imediato. Na época, ele sugeriu reavaliação do quadro clínico a cada seis meses. Um novo exame, feito em fevereiro do ano passado, também não apresentou alterações significativas, segundo o médico. Por isso, ele manteve a orientação de apenas acompanhar a evolução da doença.

A defesa também anexou ao processo os exames de imagem realizados no crânio do ex-deputado. A polêmica em torno do aneurisma de Eduardo Cunha surgiu na última terça-feira, quando ele disse sofrer da doença durante depoimento ao juiz Sérgio Moro.

Diante da repercussão das declarações de Cunha, o Depen, o Departamento Penitenciário do Paraná, que administra o Complexo Médico Penal, em Pinhais, determinou que o ex-deputado realizasse novos exames nesta quarta-feira para comprovar a doença. Cunha se recusou e disse que só faria os exames na presença de seu médico particular.

O Depen alegou ainda que o ex-deputado informou aos médicos do presídio que tem o aneurisma no dia 21 de dezembro. A direção do presídio pediu que ele apresentasse exames antigos para direcionar o tratamento na cadeia. Até a tarde desta quarta-feira, Cunha não entregou nenhum documento. Somente à noite é que a defesa apresentou os exames e atestados.

Mas segundo o diretor do Depen, Luiz Alberto Cartaxo, o aneurisma não interfere na prisão de Eduardo Cunha. O risco de sofrer complicações, segundo Cartaxo, é o mesmo dentro ou fora da cadeia.

A defesa também apresentou ao juiz Sérgio Moro um pedido para que Cunha responda ao processo em liberdade.

Repórter Tabata Viapiana

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