Foto: Cristina Seciuk

 

Foto: Cristina Seciuk
Foto: Cristina Seciuk

O transporte coletivo de Curitiba e região registrou mais de três mil casos de roubos a ônibus, tubos e estações-tubo durante o ano passado. Foram, em média, oito por dia.

Os dois pontos mais visados pelos criminosos ficam no Boqueirão e sozinhos foram alvo de mais de 10% dos assaltos.

O relato é de um passageiro que esperava pelo biarticulado na estação Coronel Luiz dos Santos. O ponto de embarque e desembarque fica no sentido bairro da Marechal Floriano e é o primeiro colocado de um violento ranking: dos mais assaltados da cidade.

O segundo colocado não fica longe, é só caminhar mais alguns metros adiante e chegar ao tubo Coronel Luiz dos Santos, sentido Centro. Só nesses dois foram 349 assaltos em 2016.

Os dados são do Sindicato das Empresas, o Setransp, que no balanço total dá conta de 3.093 ocorrências de roubos dentro dos coletivos e nas estações tubo no período.

Quem trabalha nos espaços tem medo de falar, já os passageiros pedem para não ser identificados, mas detalham a rotina de insegurança.

As linhas de ônibus também são alvo dos bandidos, mas de forma menos freqüente. As que mais registraram assaltos em 2016 foram a Trabalhador, com 82 casos, seguida da Interbairros IV, com 48 roubos e a Osternack/Sítio Cercado, com 39.

Conforme o levantamento das empresas, os crimes cometidos representam um rombo de R$ 356 mil nas catracas e com a passagem mais cara do país, sobra reclamação por parte de quem precisa dos ônibus.

Vale destacar que os dados com relação aos roubos se tratam apenas do dinheiro levados dos cobradores.

Segundo a Polícia Civil, não há estatísticas disponíveis sobre os assaltos a passageiros dentro dos coletivos, tampouco em pontos ou estações tubo.

Repórter Cristina Seciuk

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