Marido e filho de Rosária se emocionam no protesto. Foto: Ana Krüger
Marido e filho de Rosária se emocionam no protesto. Foto: Ana Krüger
Marido e filho de Rosária se emocionam no protesto. Foto: Ana Krüger

O Ministério Público do Paraná denunciou a investigadora da Polícia Civil acusada de matar uma copeira por estar irritada com o barulho de uma festa. Ela foi denunciada por homicídio qualificado por motivo fútil, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima. O MP também se manifestou contra a prisão preventiva da investigadora, que foi solicitada no inquérito policial.

A denúncia é assinada pela Promotora de Justiça do Ministério Público do Paraná, Adélia Souza Simões. Ela acusou a investigadora da Polícia Civil, Kátia das Graças Belo, por homicídio qualificado por motivo fútil, meio que resultou em perigo comum e impossibilidade de defesa da vítima. A pena mínima é de quatro anos de prisão. A policial é acusada de matar a copeira Rosaira Miranda da Silva, com um tiro na cabeça na véspera do Natal, por estar incomodada com o barulho de uma festa que a vítima participava.

A promotora, no entanto, se manifestou contra o pedido de prisão preventiva da policial – feito pelo delegado responsável pelo caso, Fábio Amaro. Segundo o Ministério Público, não há indícios para a decretação da prisão de Kátia, pois ela possui residência fixa, apresentou-se espontaneamente à autoridade policial quando foi intimada, não possui ligações com a criminalidade e não agiu para prejudicar as investigações.

O advogado da policial, Peter Amaro, afirmou que já esperava a denúncia. Mas, segundo ele, o Ministério Público foi sensato em não pedir a prisão de Kátia.

Já a defesa da família da copeira criticou o posicionamento do Ministério Público. Segundo o advogado Ygor Salmen, existem inúmeros argumentos que justificam a prisão de Kátia. A família espera que a Justiça acolha o pedido do inquérito policial e decrete a prisão preventiva da investigadora.

Por outro lado, o MP defendeu a suspensão do exercício de função pública da policial até o término da ação penal. No entendimento da promotoria, Kátia se valeu de sua função para intimidar cidadãos e matar uma pessoa inocente – o que, segundo o MP, vai contra a função primária de um policial, que é de garantir a vida e a segurança das pessoas. Por isso, segundo a denúncia, é “imprescindível” que ela seja afastada das funções públicas.

A Justiça ainda não se manifestou sobre os pedidos da Polícia Civil e do Ministério Público. A denúncia também precisa ser aceita pelo juiz para que Kátia das Graças Belo se torne ré. Por enquanto, ela responde em liberdade.

Repórter Tabata Viapiana

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