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Os professores da rede estadual de ensino aprovaram adesão à greve nacional da educação, marcada para o dia 15 de março.

Foi elaborado também um calendário de mobilizações que começa nesta semana de retorno às aulas. Na quarta-feira, primeiro dia do ano letivo, os professores vão dar aulas mais curtas e realizar a hora-atividade dentro dos padrões considerados legais pela categoria. A intenção é cobrar a revogação de mudanças promovidas pelo governo do estado.

A decisão sobre a greve foi tomada neste sábado (11), em assembleia da categoria realizada em Maringá, no noroeste do estado. Cerca de 3.600 professores e funcionários participaram da reunião segundo a APP Sindicato.
A mobilização a ser realizada no mês que vem tem como foco o protesto contra as Reformas da Previdência e Trabalhista, além de cobrar a revogação do projeto de Reforma do Ensino Médio.

Pautas locais também foram discutidas. Os professores querem a revogação das mudanças que foram definidas pelo governo na resolução de número 113/2017 e que promoveu alterações nos requisitos para a distribuição de aulas e para a realização da hora-atividade (a jornada realizada pelos professores fora de sala).

Segundo Hermes Leão, presidente do Sindicato, um calendário de mobilização foi preparado para levar adiante a cobrança pela derrubada das medidas.

Uma decisão judicial, emitida na última quarta-feira (08), suspendeu a resolução, entretanto a gestão Richa divulgou – na sexta (10) – nova medida no Diário Oficial do Estado que mantém a redução das horas-atividade de sete semanais para cinco.

 Conforme o presidente da APP, a categoria acompanha o andamente das medidas judiciais que já foram propostas e , caso a postura do governo se mantenha, a greve pode ser antecipada.

O governo do estado já garantiu que as aulas serão iniciadas próxima quarta-feira (15) e em nota lamentou a decisão do sindicato dos professores.

Segundo o governo a decisão pela greve em março prejudica mais de um milhão de alunos da rede pública estadual do Paraná e suas famílias. Ainda conforme o texto, as últimas paralisações deixaram prejuízos próximos a R$ 100 milhões, em contratações de temporários para reposição de aulas, merenda estragada e transporte escolar fora do período letivo tradicional.

A Secretaria de Estado da Educação ressaltou também que as resoluções que tratam da distribuição de aulas têm amparo legal e que o Estado implantou as promoções e progressões em janeiro e, portanto, não vê necessidade de paralisação.
Por fim, confirma que, conforme já anunciado, as faltas serão lançadas quando a greve for iniciada.

Repórter Cristina Seciuk

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