Coluna do Renato Follador – Dê tempo ao tempo

O jurista Eduardo Couture diz: “O tempo vinga-se das coisas que são feitas sem a sua colaboração”. Isso: lembram-se do “dar tempo ao tempo”.

Pois é, vivemos na velocidade da tecnologia, onde tudo é novo só por 24 horas.

Mas existem muitas coisas na vida que não obedecem esse ritmo, pois ele contraria a natureza. É o ritmo do homem, não de Deus.

Por isso, cuidado com a pressa, com o excesso de ansiedade, com a voracidade, com a sensação de falta de tempo. Faz mal à saúde.

As coisas vêm sempre a seu tempo. Não estejam dispostos a pagar qualquer preço pelo sucesso. E mesmo quando tudo pareça impossível, distante, inalcançável, relaxem. Deem um tempo.

Quando ensino previdência, digo a meus alunos que o melhor ritmo é o da natureza, sem queimar etapas.

Observem a agricultura.

Nela há o tempo de preparar o solo, de semear, de germinar, de crescer, de podar, de frutificar, para, só então, termos a colheita sonhada.

Assim é quando planejamos financeiramente nosso futuro. Ele não se constrói no ritmo da tecnologia, de um dia para outro, embora esta seja indispensável num mundo que só fala a língua da Internet.

Mas não tem mágica. Só teremos o futuro sonhado, se tivermos a disciplina de poupar, a perseverança de não desistir no meio do caminho e a paciência de esperar o tempo da colheita.

 



Categorias:Renato Follador - Previdência

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