Tour da Lava Jato: como uma operação de combate à corrupção se transformou em roteiro turístico?

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O interesse pela operação Lava Jato tem sido tão grande que até transformou locais antes escondidos em Curitiba em verdadeiros pontos turísticos. A superintendência da Polícia Federal, onde ficam inúmeros presos da operação, e a Justiça Federal do Paraná, local de trabalho do juiz Sérgio Moro, passaram a ser visitados constantemente por curiosos e admiradores da Lava Jato.

Diante desse cenário, uma agência de turismo de Curitiba decidiu criar um tour da Lava Jato. É isso mesmo. Um passeio de quase 4h pelos principais pontos de referência da operação na cidade: o Ministério Público Federal, a Polícia Federal, a Justiça Federal e até o Complexo Médico Penal, a penitenciária na região metropolitana onde estão presos importantes, como Eduardo Cunha e José Dirceu.

O tour é restrito à parte externa dos prédios e não inclui visitas pelas salas onde as investigações se desenrolam. Mas então o que será que motiva uma pessoa a participar de um tour como esse?

A rádio CBN acompanhou uma turma que realizou o passeio nesta quinta-feira. Eram cinco pessoas: quatro moradores de Curitiba e uma de Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais.

A agente de turismo Carla Mazetti explicou porque fazer um tour na cidade em que mora em vez de pegar o carro e ir por conta própria.

Carla Mazetti é fã assumida do juiz Sérgio Moro. Durante o passeio, fez vários elogios ao trabalho dele e contou que tinha curiosidade de ver até a janela da sala de Moro na Justiça Federal.

Durante o passeio, uma guia turística vai passando detalhes da Lava Jato, com direito a curiosidades e informações sobre a vida e a carreira de Sérgio Moro. Há também uma apostila disponível para os turistas com fotos dos procuradores da força-tarefa e esboços das celas da carceragem da Polícia Federal e do Complexo Médico Penal.

O ponto alto do passeio foi a parada na Justiça Federal. A aposentada Rosa Lúcia Mazetti se emocionou por estar em frente ao local de trabalho do juiz Sérgio Moro, a quem ela considera como um filho.

Os visitantes também passaram por um dos campus da Universidade Federal do Paraná, onde Moro já deu aulas de direito penal, e pelo Museu Oscar Niemeyer, onde estão expostos alguns quadros apreendidos com investigados da operação. Em todos os locais, muitas fotos e selfies para guardar de recordação.

A professora Zélia Ralick veio de Ponta Grossa apenas para fazer o passeio. Economista de formação, ela disse que o tour era uma forma de entender melhor a Lava Jato e conhecer os bastidores da operação que tanto impactou na política e na economia do país.

A dona da agência, Bibiana Antoniácomi, explica como surgiu a ideia de transformar uma operação de combate à corrupção em um roteiro turístico pelas ruas de Curitiba.

A procura tem sido intensa, afirmou Bibiana. Em média, é realizado pelo menos um passeio por semana. O tour já alcançou até fama internacional – uma televisão estatal da China participou da visita nesta quinta-feira. O correspondente da emissora no Brasil, o repórter Liu, afirmou que a ideia era dar uma abordagem diferente sobre a Lava Jato para o público chinês.

O tour da Lava Jato é realizado pela agência Special Paraná para grupos de até dez pessoas. Há duas saídas diárias, às 8h30 e às 13h30. O custo é de R$ 375 por pessoa. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone, o número é 3232-1314.

 

Repórter Tabata Viapiana



Categorias:Cidade, Lava Jato, Política

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