Foto: Divulgação/Sindimoc
Foto: Divulgação/Sindimoc

Terminou sem acordo a audiência realizada na tarde desta quinta-feira (16) na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE), entre representantes do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região Metropolitana, o Sindimoc, e do Setransp, que representa os empresários que atuam no transporte público na cidade.

Segundo o presidente do sindicato dos trabalhadores, Anderson Teixeira, foi oferecido um reajuste de 3,81%, considerado muito baixo pela categoria.

Além disso, o presidente diz que as empresas querem cortar e congelar benefícios como o abono salarial e o anuênio, que é o adicional por tempo de serviço

Anderson Teixeira disse que uma nova rodada de negociações foi marcada para a próxima semana, mas ele disse que se a proposta não for alterada, dificilmente o impasse será resolvido.

Já o Setransp rebateu as afirmações. Em nota enviada à CBN, a entidade afirma que o valor da hora trabalhada dos motoristas do transporte coletivo de Curitiba e Região Metropolitana, de R$ 12,23, é o segundo mais alto entre as capitais brasileiras, atrás somente de Brasília (R$ 12,96).

O Setransp informou ainda que desde o início do contrato, em 2010, a cesta básica dos motoristas e cobradores de ônibus aumentou 405%. O texto diz ainda que o salário de motoristas e cobradores de ônibus em Curitiba e Região Metropolitana vem registrando altas bem acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

De fevereiro de 2009 a janeiro de 2017, o INPC acumulou alta de 65,71%, enquanto o salário cresceu 86%. No mesmo período, a tarifa técnica apresentou alta de 66,6%, segundo o Setransp.

Já o Sindimoc questionou os cálculos que foram apresentados pelo Sindicato das Empresas de Ônibus.

Repórter Fábio Buchmann

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