Foto: Gilson Abreu/Fiep/Arquivo ANPr
Foto: Gilson Abreu/Fiep/Arquivo ANPr

Um dos maiores produtores de carne do país, o Paraná pode sofrer impactos após a deflagração da operação Carne Fraca. A avaliação é do diretor-presidente da Agência de Defesa Agropecuária do estado, Inácio Kroetz.

Apesar de a ação da PF focar em irregularidades provocadas pela má conduta no beneficiamento e processamento de produtos, o campo e o mercado in natura podem sair prejudicados.

O estado é o terceiro colocado no ranking brasileiro da produção de aves; também ocupa o terceiro lugar na criação de suínos e o nono entre os produtores de bovinos. Com tamanha fatia do mercado, Kroetz destaca a expectativa pelo resultado das investigações, com punição para os malfeitos apontados.

Além do forte papel no mercado interno, o Paraná é o maior exportador de proteína animal do país. Por mês, são mandadas para fora 400 mil toneladas só em carne de frango.

Em 2016, o comércio com outros países rendeu 2 bilhões e trezentos e vinte milhões de dólares ao Paraná, com a venda de um milhão e 552 mil toneladas de aves, setor mais representativo para o estado.

De acordo com o diretor-presidente da Agência de Defesa Agropecuária, nesse segmento prejuízos podem surgir, mas só se o escândalo revelado estremecer a confiança externa.

E sobre a operação Carne Fraca, a Faep – Federação da Agricultura do Estado do Paraná, emitiu uma nota na qual afirma que repudia a ação criminosa de fiscais do Ministério da Agricultura e das indústrias que manipulam produtos de origem agropecuária.

A Faep informou que tem trabalhado para garantir a sanidade dos produtos agropecuários e que os produtores rurais fazem grande esforço no sentido de ter uma produção que atenda as boas práticas preconizadas e a segurança alimentar.

A Faep finaliza a nota dizendo que espera que todos os investigados sejam devidamente punidos.

 

Repórter Cristina Seciuk

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