Foto: Maurilio Cheli / arquivo SMCS
Foto: Maurilio Cheli / arquivo SMCS

No terceiro dia de greve, motoristas e cobradores não cumpriram a determinação da Justiça de manter uma frota mínima circulando. Em vários horários de pico, menos de 40% dos ônibus estavam à disposição dos passageiros nesta sexta. O assunto foi discutido em audiência de conciliação na Justiça do Trabalho.

A determinação foi expedida pela desembargadora Marlene Suguimatsu, do Tribunal Regional do Trabalho, e prevê que mesmo durante a greve seja mantida a circulação de uma frota mínima. Nos períodos de pico, metade dos ônibus deve rodar, e nos demais horários 40%. O descumprimento da ordem judicial implica em multa de R$ 100 mil por hora.

Nesta sexta feira, terceiro dia de greve dos motoristas e cobradores, apenas em alguns períodos da manhã a frota mínima esteve à disposição dos passageiros. O sindicato que representa os grevistas, o Sindimoc, chegou a protocolar no Tribunal um mandado de segurança para que a frota mínima exigida fosse reduzida, assim como a multa em caso de descumprimento.

Na audiência de conciliação da tarde desta sexta feira, a desembargadora esclareceu por que negou o pedido do Sindimoc.

 

A audiência foi uma tentativa de encerrar a greve e foi mediada pela Desembargadora Marlene Suguimatsu. Também participaram representantes do Sindimoc, o sindicato que representa os motoristas e cobradores; o Setransp, o sindicato que representa as empresas do transporte; a Urbs, a Comec e ainda o Ministério Público.

O presidente do Setransp, Maurício Gulin, comentou as dificuldades encontradas pelas empresas em cumprir a determinação que prevê a circulação da frota mínima.

 

O presidente do Sindimoc, Anderson Teixeira, rebateu as acusações e culpou os empresários e a Urbs pelo descumprimento da ordem judicial. Segundo ele, a Urbs não repassou aos trabalhadores quantos ônibus teriam que circular para que a frota mínima fosse alcançada.

 

O impasse entre os motoristas e cobradores e as empresas é o reajuste salarial da categoria. O presidente do Sindimoc afirma que os trabalhadores reivindicam um aumento de 15%, a mesma porcentagem aplicada na passagem de ônibus.

 

Antes mesmo do início da audiência, o presidente do Setransp afirmou que as empresas não têm condição financeira de pagar um reajuste acima do que já foi previsto.

 

Dezenas de motoristas e cobradores foram até o Tribunal Regional do Trabalho, no centro de Curitiba, acompanhar o andamento da audiência. Mais da metade teve que aguardar no hall de entrada da corte o término da negociação.

Com o serviço desfalcado, a Urbs e o Setransp precisaram fazer algumas modificações. 120 estações tubo da região central e do eixo Leste-oeste de Curitiba foram desativadas. Sem os cobradores, nesta sexta (17) os ônibus biarticulados foram substituídos pelos articulados, em que o cobrador fica dentro de veículo.

A mudança atingiu as linhas Centenário-Campo Comprido e Pinhais-Rui Barbosa. Os passageiros puderam ser transportados normalmente, mas embarcaram direto no ônibus e não nas estações tubo.

Repórter: Ana Krüger

 

 

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