Dez pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público do Paraná por crimes investigados pela Operação Riquixá. Eles são acusados de formar uma organização criminosa para fraudar licitações do transporte coletivo em municípios paranaenses.

Entre os réus há pessoas ligadas a um escritório de advocacia e sócios de três empresas de engenharia. Eles são apontados pelo Ministério Público do Paraná como integrantes de uma organização criminosa especializada em forjar licitações do transporte público.

A denúncia foi apresentada à 1ª Vara Criminal de Guarapuava, no Centro-sul do Paraná. As fraudes foram descobertas pela Operação Riquixá, deflagrada em junho do ano passado pelo Gaeco, um braço do Ministério Público. As licitações começaram a ser forjadas em 2002 com um contrato firmado em Ponta Grossa, nos Campos Gerais. Foram descobertas irregularidades em outros municípios como Guarapuava, Foz do Iguaçu e Maringá.

Segundo as investigações, o advogado fundador do escritório criou um método para direcionar as licitações a favor de determinada empresa. Como o mesmo advogado atua na esfera do transporte coletivo e na de direito eleitoral, o escritório fazia a ponte entre agentes políticos, empresários do ramo do transporte e empresas de engenharia.

O grupo vendia o pacote completo que incluía todo o procedimento licitatório para o município e o assessoramento da empresa a ser beneficiada.

A organização criminosa contava ainda com integrantes de três empresas de engenharia que garantiam aparência técnica para os editais. Uma das empresas era formada por sócios de um grupo empresarial familiar tradicional do transporte coletivo paranaense.

As concessões fraudadas resultaram em contratos com duração de 10 a 15 anos (com possibilidade de prorrogação), com valores que normalmente superavam R$ 180 milhões cada.
Repórter: Ana Krüger

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