Secretaria Municipal de Saúde faz alerta para pais sobre “jogo” Baleia Azul

Foto: Joel Rocha/SMCS

O jogo Baleia Azul estimula os participantes a cumprirem 50 desafios, que variam entre tirar fotos enquanto assistem a filmes de terror até a automutilação. As tarefas chegam pelas redes sociais e são propostas por curadores, que fazem ameaças para a realização de todo o ritual. Para a última etapa do jogo é sugerido o suicídio.

O assunto se disseminou na internet e passou a chamar bastante atenção para as suas possíveis conseqüências, principalmente entre adolescentes.

Nesta terça-feira, a Secretaria Municipal de Saúde emitiu um alerta para pais e profissionais de saúde e da área de educação sobre o Baleia Azul. Isto aconteceu após o atendimento de cinco tentativas de suicídio durante a madrugada, com sinais de automutilação e ingestão de medicamentos.

Ainda não há confirmação da ligação das ocorrências com o jogo, mas existe esta suspeita por conta de toda a repercussão na internet sobre o Baleia Azul e pela forma com que os adolescentes chegaram nas unidades de saúde.

Diante disto, a prefeitura de Curitiba decidiu reunir diferentes órgãos para propor ações de prevenção ao suicídio, principalmente entre adolescentes influenciados pelo jogo. O prefeito Rafael Greca, em sua página no Facebook, afirmou que pediu uma investigação sobre o Baleia Azul para a Polícia Federal.

A coordenadora de Saúde Mental da Secretaria Municipal da Saúde, Flávia Adachi, afirma que os principais alvos do jogo Baleia Azul são os adolescentes. Os jovens podem ser instigados a completar os desafios.

Outra ameaça é o seriado 13 reasons why, ou 13 motivos do porquê, que está sendo transmitido na plataforma Netflix. Os episódios contam a história de uma jovem que deixa fitas cassetes esclarecendo as razões que a levaram a cometer o suicídio. Flávia Adachi explica como o seriado também pode influenciar os adolescentes.

Por tudo isto, é essencial que pais, responsáveis, professores e outros profissionais que lidam com adolescentes estejam atentos para alguns sinais, como isolamento e mudança de comportamento e hábitos durante as madrugadas. Segundo Flávia Adachi, caso percebam algo, devem acolher os jovens, estipular um diálogo e procurar ajuda. Na rede pública, os casos podem ser levados para as unidades básicas de saúde, que depois faz o encaminhamento dos jovens.

Repórter Joyce Carvalho



Categorias:Cidade, Geral, Paraná

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