Força Tarefa é criada pela polícia para investigar o caso baleia azul

Foto: Polícia Civil do Paraná

A Força Tarefa vai contar com a ação da Delegacia de Homicídios, onde o inquérito foi instaurado, mas também com o apoio do Núcleo de proteção à criança e ao adolescente vítimas de crime (Nucria), do Núcleo de combate aos cibercrimes (Nuciber) e ainda do Centro de operações policiais especiais (Cope).

A operação conjunta foi anunciada em uma coletiva de imprensa na tarde desta quarta feira. O secretario de segurança pública, Wagner Mesquita, afirmou que a prioridade da polícia é identificar quem está por trás do caso baleia azul.

O Núcleo de Combate aos Cibercrimes (Nuciber) deve ajudar a identificar ações dos criminosos cometidas nas redes sociais como o whatsapp e o facebook. A SESP não descarta a possibilidade de que adolescentes estejam coordenando esse recrutamento de participantes na internet.

Pelo menos nove episódios de auto mutilação e tentativas de suicídio foram notificados no Paraná. Em duas situações já foi comprovada a relação com o ritual Baleia Azul.

Em Curitiba, um adolescente de uma escola estadual chegou a pedir que os colegas registrassem o momento em que ele tiraria a própria vida. Os alunos alertaram a escola, o Conselho Tutelar foi acionado e o adolescente foi levado para a UPA do Pinheirinho. O segundo caso já confirmado ocorreu em Pato Branco e é investigado pela Delegacia local.

Outros seis casos ainda estão sendo investigados, e em um episódio já se descartou a relação com o jogo. Todas as ocorrências envolveram adolescentes com idade entre 13 e 17 anos.

O delegado-geral da Polícia Civil, Julio Reis, afirmou que a Força Tarefa já mobilizou todas as delegacias do Paraná.

Até o momento, a polícia ainda não tem muitas informações concretas sobre o funcionamento do Baleia Azul. O caso viralizou e tem sido exaustivamente compartilhado na internet.

O perigo é que muita desinformação e boatos também têm sido disseminadas. Como é o caso das balas envenenadas. Circula a história de que um dos 50 desafios do Baleia Azul seria distribuir balas envenenadas a crianças. Mas a polícia já investigou e comprovou que se trata de um boato.

Por isso, devido à gravidade do caso, o secretario de segurança pública reforçou o pedido para que as pessoas não compartilhem informações sem saber de onde elas vieram.

Outro esclarecimento feito pelo secretário é com relação as ameaças que os adolescentes receberiam dos “líderes do ritual”. Mesquita garante que não há a possibilidade dessas ameaças se concretizarem.

A pasta informou que, se forem comprovadas ações de suspeitos de fora do Paraná, ou do Brasil, nos crimes investigados, o Estado vai acionar forças de segurança nacional e internacional.

 

Repórter Ana Krüger



Categorias:Polícia

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