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Em um depoimento de pouco mais de 3 horas ao juiz Sérgio Moro, o ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, disse que o ex-presidente Lula orientou que ele destruísse documentos que pudessem incriminar o PT na operação Lava Jato.

Léo Pinheiro contou ao juiz Sérgio Moro sobre um encontro com o ex-presidente por volta de maio de 2014, na sede do Instituto Lula. Na ocasião, Lula quis saber se o executivo guardava documentos dos pagamentos ilícitos feitos pela OAS ao ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. Caso os documentos estivessem guardados, a orientação de Lula seria para que tudo fosse destruído.

Léo Pinheiro ainda relatou que, no mesmo encontro, Lula demonstrou estar bastante irritado e preocupado com o avanço Lava Jato.

O executivo também falou que fez visitas ao triplex do Guarujá, no litoral paulista, junto com o próprio Lula e com a esposa dele, Marisa Letícia. Segundo Léo Pinheiro, o apartamento pertencia ao ex-presidente e foi pago e reformado pela OAS com dinheiro desviado da Petrobras. Ele relatou, inclusive, uma orientação de Vaccari para que o triplex não fosse comercializado, pois seria propriedade de Lula.

Segundo a força-tarefa da Lava Jato, R$ 3,7 milhões em propina foram destinados a Lula através de favores pagos pela OAS: a compra e a reforma do triplex, além do armazenamento de bens do acervo presidencial. A defesa de Lula ainda não foi encontrada para comentar as declarações de Léo Pinheiro.

O ex-presidente da OAS está preso há sete meses e já foi condenado na Lava Jato a mais de 30 anos de prisão. Há quase um ano, o executivo tenta fechar um acordo de delação premiada. A informação de momento é que a negociação com a Procuradoria Geral da República está avançando. Por isso, no depoimento a Moro, Léo Pinheiro admitiu a prática de irregularidades.

Repórter Tabata Viapiana

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