Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil
Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil

Durou cerca de 2h o depoimento do ex-ministro Antônio Palocci ao juiz Sérgio Moro. Foi a primeira vez que Palocci foi ouvido pelo juiz desde que foi preso, em setembro do ano passado. Segundo a defesa, Palocci respondeu todas as perguntas. O juiz também interrogou um ex-assessor de Palocci, Branislav Kontic. Também foi a última audiência com depoimento de réus da ação penal decorrente da 35ª fase da Lava Jato.

Palocci responde por corrupção e lavagem de dinheiro e é acusado de atuar em benefício da Odebrecht na assinatura de um grande contrato com a Petrobras. Em troca, a empreiteira teria repassado pelo menos R$ 128 milhões em propina ao PT por intermédio do ex-ministro. Os demais réus implicaram bastante Palocci nos depoimentos a Moro.

Executivos da Odebrecht, por exemplo, confirmaram que o ex-ministro tinha o codinome de italiano nas planilhas de propina da construtora. O empresário Marcelo Odebrecht, e os ex-marqueteiros do PT, João Santana e Monica Moura, todos delatores, disseram ao juiz que Palocci era o interlocutor deles junto ao PT. Tudo passava pelo ex-ministro, segundo os réus. Palocci precisa autorizar pagamentos de propina ou doações eleitorais via caixa 2. A defesa do ex-ministro nega as acusações.

Ao mesmo tempo, nos bastidores, circula a informação de que Palocci estaria interessado em firmar um acordo de delação premiada. Depois da audiência de hoje, o processo entra em fase final de julgamento. O próximo passo é o juiz Sérgio Moro abrir um prazo para alegações finais do ministério público federal e das defesas dos réus. Em seguida, a sentença já pode ser proferida.

Repórter Tabata Viapiana

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