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A cadeia produtiva do tabaco no Brasil gera milhares de empregos e renda. O país é o maior exportador do mundo. Em 2016 foram produzidas 538 mil toneladas de tabaco e exportadas 483 mil toneladas.

144 mil famílias produzem tabaco com valor bruto de produção de R$ 5,2 bilhões. Mas este mercado está sob ameaça devido ao crescimento significativo, nos últimos 3 anos, da venda ilegal de cigarros.

De acordo com o presidente do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (ETCO) e do Fórum Nacional Contra a Pirataria (FNCP), Edson Luiz Vismona, o Paraná é a principal porta de entrada destes produtos ilegais.

Segundo dados do Fórum Nacional Contra a Pirataria, o mercado ilegal de cigarros no Paraná movimentou R$ 578 milhões de reais em 2017. Foram 3.300 bilhões de unidades comercializadas, o que representa 52% do total. Isso resultou em uma evasão fiscal de R$ 293 milhões. Para Vismona, o problema está no preço do cigarro paraguaio.

Além de ações de repressão nas fronteiras do país, Vismona aposta na equiparação de tributos para combater a pirataria.

As principais rotas de acesso do cigarro paraguaio no Paraná são a BR-277, a BR-163 e as rodovias estaduais, assim como rotas municipais. Muitas mercadorias ilegais também chegam pelo Porto de Paranaguá, quase sempre procedentes de países asiáticos.

Repórter Lucian Pichetti

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