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A partir da década de 1960, o Paraná avançou no desenvolvimento da industrialização. Nessa época, o Estado passou a investir em infraestrutura e incentivos fiscais para atrair indústrias que geravam produtos de maior valor agregado e amplo uso de tecnologia.

De acordo com o economista da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Marcelo Alves, foi quando as grandes montadoras passaram a ver o mercado paranaense com outros olhos.

Com a chegada das empresas estrangeiras, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Paraná (Senai) atuou na qualificação dos trabalhadores, que precisavam estar dentro dos padrões das grandes fabricantes de veículos.

A política de desenvolvimento fez com que a concentração de indústrias ficasse localizada, principalmente, em Curitiba e Região Metropolitana.

A década de 1970 pode ser considerada como um marco na mudança da base econômica paranaense, especialmente pela chegada da Volvo ao Brasil. No final dos anos 70, a sede da empresa foi instalada em Curitiba, na CIC. Era um projeto arrojado de cidade industrial pré-planejada, longe do centro urbano da capital.

Atualmente, segundo a Federação das Indústrias do Paraná, a cadeia automotiva responde por 15,2% da receita líquida de vendas da indústria estadual, atrás apenas da fabricação de produtos alimentícios. São 552 empresas que geram mais de 35 mil empregos, com uma massa salarial de R$ 2,8 bilhões ao ano.