Foto: Levy Ferreira/SMCS
Terrazza Panorâmico

A Guarda Municipal já prendeu 94 homens por violação de medida protetiva contra a mulher. Os casos foram contabilizados desde o início do ano.

Concedido pelo Poder Judiciário, o mecanismo legal protege a mulher vítima de agressão e tem o objetivo de impedir que o agressor se aproxime dela. Em caso de desobediência à medida, o indivíduo é preso.

O trabalho de acompanhamento das mulheres vítimas de crime, com visitas periódicas e orientação a elas, é desenvolvido por equipes da Patrulha Maria da Penha.

O superintendente da Guarda Municipal, Carlos Celso dos Santos Junior explica que as situações de emergência são atendidas pela viatura mais próxima, deslocada imediatamente após o acionamento pelo telefone 153, pelo Centro de Operações da Guarda Municipal.

Outra forma de acionar a Guarda Municipal são os botões do pânico. Curitiba tem 30 mecanismos destes ativos, eles são entregues a mulheres com medida protetiva e que são acionados alertando imediatamente e de forma remota a Patrulha mais próxima. O inspetor da guarda Carlos Celso dos Santos Junior destaca ainda que todas as mulheres com medida protetiva estão cadastradas junto a Guarda Municipal para dar maior agilidade no atendimento de ocorrências de violação.

Uma das situações mais recentes aconteceu na quarta-feira (6). A Guarda Municipal prendeu um homem em flagrante após ele ter invadido a casa da ex-mulher, que possui medida protetiva contra ele.

Uma vizinha viu quando o suspeito entrou na casa, no bairro Sítio Cercado, e pediu apoio da GM. A ex-companheira do suspeito não estava em casa. 

Outra situação relatada pelo inspetor, aconteceu na manhã desta quinta-feira. Desta vez uma jovem de 17 anos foi agredida pelo ex-companheiro.

Em ambos os casos, os homens foram levados para a Delegacia da Mulher. Apesar de contar com apenas 30 botões do pânico em funcionamento atualmente, Curitiba tem um sistema preparado para o monitoramento de até 100 botões do pânico, que são concedidos mediante avaliação pelo Tribunal de Justiça.

Repórter Vanessa Fernandes