Foto: MP-PR

Desde a última terça-feira (9), quando o Ministério Público solicitou ao juiz da 9ª Vara Criminal Fernando Fischer a realização de leilão para a venda dos bens apreendidos nas residências do ex-governador Beto Richa, o assunto despertou curiosidade e teve grande repercussão.

A CBN Curitiba ouviu com exclusividade o advogado de defesa de Beto Richa Guilherme Lucchesi que adiantou que irá pedir a impugnação do leilão, sob o argumento de que os bens apreendidos não sofrem depreciação ao longo do tempo.

A partir do posicionamento da defesa do ex-governador, a CBN voltou a falar com o coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) Leonir Batisti, que disse que no caso dos bens apreendidos a dificuldade incide na guarda destes itens, por isso a solicitação do leilão.

Leonir Batisti ainda contou porque o Gaeco não realizou a apreensão de outros bens, como por exemplo, veículos, que não deixariam margem para pedido de nulidade por parte da defesa.

A possibilidade do leilão dos bens do ex-governador foi um assunto que teve grande repercussão durante a semana em Curitiba. Por essa razão nós trazemos uma dessas repercussões. O jornalista Valdir José Cruz em sua página no Facebook traz a informação acerca da apreensão e do pedido de leilão dos bens de Beto Richa:

Segundo o jornalista, “Canetas e relógios de marcas famosas podem valer algumas dezenas ou até centenas de milhares de reais. Mas primeiro tem que se periciar a autenticidade das peças.”

Valdir Cruz relata um caso vivenciado por ele que ilustra a publicação:

“Uma vez vi o ex-governador portando um belo relógio Cartier modelo Santos Dumont. Como gosto de relógios, observei mais atentamente aquele que Richa tinha no pulso. Vi que o ponteiro dos segundos se movimentava aos saltos não num giro contínuo.

O que significa isso? Que a máquina do relógio era a “quartz” (a pilha) e não automática. Portanto, o relógio que ele estava usando era uma replica chinesa, cujo valor no Mercado Livre varia entre 250 e 500 reais.”

 Valdir Cruz finaliza a publicação com outro exemplo pitoresco e semelhante ao que está ocorrendo com os bens do ex-governador:

“Essa história lembra do relógio Rolex “de ouro” que o então deputado José Carlos Martinez presenteou o ex-ministro chefe da Casa Civil no primeiro governo Lula, José Dirceu. Foi um escândalo. Avaliaram, na mídia, o relógio em 30 mil dólares. Zé Dirceu repassou o presente para a Caixa pôr em leilão em benefício dos projetos sociais do governo. Na perícia, comprovou-se que o Rolex era uma replica chinesa que valia no máximo 150 reais…

Por isso, no caso de Richa, que ganhou muitos presentes, tem que se duvidar da autenticidade dos “bens milionários”…”

Repórter Vanessa Fernandes