Era o dia 29 de Novembro de 2016 quando acontecia a maior tragédia do mundo esportivo. O avião em que estava a delegação da Chapecoense caiu por falta de combustível próximo do aeroporto de Medelín, na Colômbia.

O time brasileiro iria disputar a partida mais importante de sua história: a final da Copa Sul Americana contra o Atlético Nacional da Colômbia.

No horário local faltavam dois minutos para às 22:00. O avião caiu em uma região de mata. Morreram 71 pessoas, entre jogadores, comissão técnica, jornalistas e convidados.

O jogo da volta aconteceria no estádio Couto Pereira, já que a Arena Condá não comportava a capacidade mínima para a partida. Seria no dia 7 de dezembro do ano passado.

A diretoria do Coritiba decidiu abrir o estádio para uma homenagem. Foram 30 mil pessoas no Couto Pereira, e o que se viu foram camisas do Paraná, Coritiba e Atlético lado a lado, movidos pela comoção e pelo desejo de confortar de alguma fora as famílias dos envolvidos. Na hora do início da partida, um apito, e os gritos de campeão. Um espetáculo que arrancou lágrimas nas arquibancadas

Entre os mortos estava o paranaense Caio Jr. Ele era o técnico da Chapecoense. Momentos antes da decolagem para Medellin, Caio Jr enviou um áudio ao assessor de imprensa, o jornalista curitibano Adriano Hatmann. Foi já de dentro da aeronave na Bolívia. O avião decolaria dali a alguns instantes com destino a Medelin

Caio Jr nasceu em Cascavel no 8 de março de 1965. Jogou em diversos times do Brasil e do exterior. Começou a carreira de treinador no Paraná Clube, e levou o tricolor da Vila à Libertadores da América depois de um empate em 0x0 com o São Paulo na Vila Capanema. Foi no ano de 2006

Um curitibano morreu no acidente. Foi o analista de desempenho da Chapecoense Felipe Grohs, o Pipe. No avião estavam ainda alguns jogadores com raízes ou passagens por times paranaenses.

O goleiro Danilo, que nasceu em Cianorte e defendeu o Londrina; o lateral – esquerdo Alan Ruschel, que jogou no Atlético, e o zagueiro Neto, que passou pelo Paraná em 2016. Os dois sobreviveram.

Também estavam no vôo o lateral-esquerdo Denner, que jogou no Coritiba; Cléber Santana, capitão do time catarinense, e que atuou pelo Furacão; além dos volante Sérgio Manoel e Gil que jogaram no coxa.

Além dos atletas, o ex – jogador e técnico Mário Sérgio Pontes de Paiva, também estava com a delegação. Ele trabalhava como comentarista esportivo na Fox, e estava com a equipe que iria transmitir a final em Medelín.

Mário Sérgio foi técnico do Atlético em 2001. Ele montou a base do time que conquistaria o primeiro título brasileiro do Furacão. Mário Sérgio deixou a comissão técnica do rubro negro antes do fim do campeonato, e quem conquistou o título foi o técnico Geninho.

Neste ano o Paraná Clube homenageou Caio Jr batizando com o nome do ex-técnico e jogador, a sala de imprensa do clube na Vila Capanema.

Um ano após a tragédia, ninguém ainda foi responsabilizado pelo acidente e seguem as investigações. As famílias ainda não foram indenizadas.

Repórter Fábio Buchmann

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