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Terrazza Panorâmico

Estados Unidos e China fecharam um acordo comercial em junho deste ano, em que a China se compromete, após anos de guerra comercial, em adquirir produtos agropecuários dos Estados Unidos.

O clima entre os dois países ainda é instável, nenhuma ação efetiva foi realizada até o momento, mas esse movimento acende um alerta ao Brasil que exporta basicamente os mesmos tipos de produtos à China. Quando se trata do Paraná, a vigilância deve ser ainda maior já que o estado tem na exportação de produtos do agronegócio pelo menos 30% do seu Produto Interno Bruto (PIB).

De acordo com o professor da Universidade Federal do Paraná, Eugênio Stefanelo que é economista e especialista em agronegócio, os acordos comerciais realizados desde a globalização já vem trazendo ao longo dos anos consequências que chegam ao momento atual. Stefanelo destaca que em um primeiro momento, a globalização foi fator determinante para o aumento do PIB mundial.

Stefanelo ressalta que o momento atual é de protecionismo dos países, o que torna mais difícil o comércio mundial, provocando queda no PIB do comércio.

Para o professor Eugênio Stefanelo, a guerra comercial entre Estados Unidos e China em curto prazo favorece o Brasil. Ele explica ainda que os Estados Unidos são competidores diretos com o Brasil nas exportações à China em soja, aves e bovinos.

Stefanelo ressalta ainda que em médio e longo prazo qualquer guerra comercial é ruim, e não só para o Brasil.

O professor acredita que se o acordo entre Estados Unidos e China for realmente efetivado, os prejuízos ao agronegócio serão sentidos no Paraná. O estado é exportador de soja, aves e carnes para a China, assim como os Estados Unidos, e o especialista acredita que a preferência da China deve ser pela compra dos produtos americanos.

A situação do acordo comercial entre Estados Unidos e China ainda não é definitiva. As tratativas foram iniciadas pelos dois países em junho, durante a reunião do G20, no entanto tensões provocadas por declarações do presidente americano Donald Trump têm retardado a oficialização do acordo comercial.

Repórter Vanessa Fernandes