Foto: Justiça Federal

Depois de pagar uma fiança milionária, o empresário Jorge Atherino, conhecido como Grego, deixou a carceragem da PF em Curitiba.

Ele foi um dos investigados durante a Operação Piloto. A ação foi deflagrada em setembro do ano passado durante a 53ª fase da operação Lava Jato.

Grego é acusado se der o operador financeiro do ex-governador Beto Richa, num esquema que favoreceu a Odebrecht na licitação para a duplicação da PR – 323 no ano de 2014.

No último sábado, Atherino teve um habeas corpus concedido pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a Justiça Federal, a fiança milionária, no valor de R$ 8 milhões, foi estabelecida por causa do objeto da denúncia.

Acusação contra Atherino é de desvio de pelo menos R$ 4 milhões, além de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Toda a movimentação financeira que está sendo investigada passaria de meio bilhão de reais.

A fiança foi paga no final da tarde desta quarta-feira. De acordo com a decisão da 23ª vara federal, o acusado está proibido de manter contato com os demais denunciados, deve permanecer afastado de qualquer atividade relacionada a gestão das empresas identificadas na investigação, não pode sair do município onde mora, e deve  usar tornozeleira eletrônica. Outro investigado no esquema, o ex-chefe de gabinete de Beto Richa, Deonílson Roldo, teve habeas corpus negado pelo supremo e permanece preso.

Repórter Fabio Buchmann