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Terrazza Panorâmico

A juíza Bianca Bisetto, da Vara Criminal de Pontal do Paraná, deve decidir se os irmãos Everton e Cleverson Vargas, acusados pela morte da modelo e youtuber Isabelly Cristine Santos, de 14 anos, vão ou não a júri popular.

Os dois foram interrogados nesta segunda-feira (12), no Fórum de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, na última audiência de instrução do caso. Esta foi a primeira vez que eles foram ouvidos após a acusação pelo crime. Agora são abertos os prazos para as alegações finais da defesa e acusação, antes da decisão final da juíza.

Everton e Cleverson Vargas foram denunciados pela Promotoria de Pontal do Paraná em fevereiro deste ano.

Everton responde pelo crime de homicídio qualificado por motivo torpe e porte ilegal de arma de fogo e munição. Já Cleverson Vargas, que dirigia o veículo, foi denunciado por homicídio qualificado, mas como partícipe, e por embriaguez ao volante.

A youtuber foi baleada na madrugada de 14 de fevereiro, na PR-412, próximo ao Balneário Shangri-lá, em Pontal do Paraná, no Litoral do estado, enquanto voltava de um show com a mãe, o motorista do veículo e o filho do motorista.

A advogada que representa a família de Isabelly, Thaise Mattar Assad, ressalta que a expectativa é que os irmãos vão a júri popular. Ela revela que a família da vítima ainda está muito abalada e que o julgamento pelo júri não é uma questão de vingança, mas sim, de justiça.

Para o advogado que faz a defesa dos irmãos Vargas, Cláudio Dalledone Júnior, a tese apresentada pelos acusados é a realidade do que aconteceu. Eles reafirmaram à juíza que se sentiram ameaçados pela forma com que o motorista do carro da youtuber dirigia e disseram que ele avançou com o veículo contra eles, o que fez Everton ter a reação de atirar.

Isa, como era conhecida pelos familiares e seguidores, foi atingida com um tiro na cabeça e chegou a ficar internada no Hospital Regional de Paranaguá, mas teve a morte cerebral confirmada um dia após dar entrada no hospital.

Os irmãos Vargas foram encontrados horas depois do crime, em uma casa, também no Litoral do Paraná. Eles estão presos na Casa de Custódia de São José dos Pinhais.

Em caso de decisão pelo júri popular, a expectativa é que ele aconteça ainda no primeiro semestre de 2019.

Repórter William Bittar