Foto: Prefeitura de Curitiba
Terrazza Panorâmico

A manhã desta sexta-feira foi de atrasos para muitos usuários do transporte coletivo de Curitiba e Região.  Desde às 05 horas da manhã, manifestantes fecharam garagens para impedir a circulação dos ônibus.

Dois veículos teriam sido seqüestrados por algumas pessoas que participaram das mobilizações. Eram veículos usados no transporte de funcionários destas garagens. A Guarda Municipal e a PM foram acionadas e os veículos foram recuperados em seguida.

Por volta das 07 e meia da manhã, aproximadamente 60% tinha sido afetada, segundo a prefeitura.

Os atrasos foram inevitáveis. Wesley Martins precisava pegar um ônibus para chegar ao trabalho que fica no bairro do Batel. Ele pega um ônibus que faz a Linha Sandra.

Normalmente, o tempo de espera no ponto não ultrapassa dez minutos. Mas, quando o rapaz foi abordado pela rádio CBN, a espera se aproximava de uma hora.

Ele se disse surpreso com a greve parcial, já que nesta quinta, o Sindimoc, Sindicato que representa os trabalhadores, informou que a categoria não iria aderir ao movimento nacional

Raíza Prata foi outra que enfrentou atrasos. Moradora do Centro, ela precisava chegar ao Novo Mundo. Cansada da demora, ela resolveu se sentar e esperar em dos bancos da praça

O Sindicato que representa as empresas que operam no sistema, o Setransp, informou que a última garagem com registro de bloqueios, da Empresa Araucária Transporte Coletivo e Expresso Azul, foi liberada às 09:45, mas a frota só foi recomposta no final da manhã. Apesar dos transtornos, não houve registro de prisões em Curitiba.

Até o fechamento desta reportagem, o Sindimoc não tinha se pronunciado sobre a informação divulgada na quinta, de que não haveria paralisação no transporte coletivo da cidade.   

Repórter Fábio Buchmann