Terrazza Panorâmico

Nesta terça-feira, a defesa do ex-presidente Lula pediu ao Supremo Tribunal Federal a suspensão da ação penal em que o petista é acusado de receber um terreno para a construção da sede do Instituto Lula e um apartamento que fica próximo ao dele, em São Bernardo do Campo, como propina.

O presidente do STF, ministro Dias Toffoli, pode analisar o pedido mesmo não sendo o relator do caso, porque é o responsável, durante o período de recesso, pelas solicitações que chegam à Corte.

Enviada ao juiz Antonio Bonat, da 13ª Vara Federal de Curitiba, a ação está pronta para receber uma sentença. Por isto, pesar de estar marcado para agosto o julgamento deste pedido, os advogados do ex-presidente querem que a decisão seja urgente, já que pretendem ter acesso ao acordo de leniência da Odebrecht com o Ministério Público Federal antes dela.

Se por um lado o ministro Edson Fachin permitiu “acesso restrito aos elementos de prova já documentados”, de outro o juiz, para estabelecer que a defesa tenha acesso somente ao que se refere ao petista, determinou que haja manifestação direta da Odebrecht e do MPF no processo da leniência.

Repórter Marcelo Ricetti