Foto: FIEP

As críticas são feitas especialmente contra a aprovação do aumento de recursos a serem destinados aos partidos políticos para a realização das campanhas e à mudança do sistema eleitoral para o chamado “distritão”.

As propostas receberam o aval de uma comissão especial na Câmara durante a madrugada desta quinta-feira (10), ponto que também não escapou da reprovação dos representantes da esfera produtiva.

Para o presidente da Faciap, Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná, Marco Tadeu Barbosa, as medidas se distanciam dos anseios da população.

Edson Campagnollo, presidente da Federação das Indústrias do Estado, também avalia como absurda a criação do chamado Fundo Especial de Financiamento da Democracia, que poderia ultrapassar os R$ 3,6 bilhões em 2018.

Além da destinação de mais dinheiro público para as campanhas, a outra mudança que está em vista também gera desconforto. Na prática se aposentadoria o sistema proporcional adotado hoje e passariam a ser eleitos para os Legislativos aqueles candidatos que tenham maior número de votos em uma determinada região do país, não mais levando em consideração a quantidade de votos recebidos pelo conjunto de candidatos de cada legenda.

Para o presidente da Faciap, é uma forma de favorecer os velhos políticos e evitar a formação de novas lideranças.

Na avaliação de Campagnollo, o objetivo da reforma em curso é apenas por beneficiar os grandes partidos.

As regras em questão ainda precisam ser analisadas em plenário para passarem a valer. A expectativa do presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) é votar o relatório na próxima semana.

Repórter Cristina Seciuk

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